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Milhões de organismos azul-elétrico cobrem praias dos EUA; aquecimento do oceano ligado

Fenômeno ligado ao aquecimento do Pacífico leva milhões de veleiros-do-vento a encalhar nas praias da costa oeste dos EUA, com possível influência do El Niño

Milhões de “veleiros-do-vento” cobriram praias da costa oeste dos EUA; após encalharem, os organismos começam a se decompor. — Foto: Reprodução/@cayucosca
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  • Milhões de Velella velella, organismos azul-elétrico, cobrem praias da costa oeste dos Estados Unidos — Califórnia, Oregon e Washington — nas últimas semanas.
  • O fenômeno ocorre na primavera e costuma acontecer quando ventos empurram os animais para a praia, com águas mais quentes e possível influência do El Niño em 2026.
  • Cada vela-de-mar mede cerca de dez centímetros, é composto por zooides (unidades genéticas idênticas) e apresenta corpo azul-arroxeado com uma vela translúcida.
  • Encalhes em massa alteram o ambiente costeiro: ao chegarem à areia, os organismos se decompõem, liberando odor de peixe; em semanas, são desidratados e levados pelo vento.
  • Eles integram a cadeia alimentar marinha, servindo de alimento para peixes, tartarugas e outros; não são perigosos aos humanos, mas devem ter cuidado com crianças e animais domésticos que entrem em contato.

Milhões de organismos azul-elétrico têm coberto praias da costa oeste dos EUA nas últimas semanas, em um fenômeno ligado ao aquecimento das águas, com possível participação do El Niño. Califórnia, Oregon e Washington são as áreas atingidas.

Os organismos tratados como veleiros-do-vento, da espécie Velella velella, medem cerca de 10 cm. Possuem corpo oval azul-arroxeado e uma vela translúcida que facilita a deslocação pela superfície oceânica.

O encalhe em grande escala costuma ocorrer quando ventos trazem as criaturas para a região costeira. Em 2026, cientistas avaliam que o El Niño em desenvolvimento pode aquecer o Pacífico, contribuindo para o fenômeno.

Observações e explicações científicas

Pesquisadores destacam que o fenômeno envolve florações e encalhes em massa de Velella velella, que se movem como grupo. As praias ganham tonalidade azul à distância, segundo especialistas.

O conjunto de animais pertence a um grupo colonial de cnidários, com milhares de zooides responsáveis por funções como alimentação e defesa. Eles aparecem periodicamente na primavera do hemisfério Norte.

A decomposição dos organismos na areia gera odor semelhante ao de peixe, o que marca o fim de cada fluxo de veleiros-do-vento. Biólogos enfatizam que o material não oferece risco direto a pessoas.

Além de compor a cadeia alimentar marinha, as velellas servem de alimento para peixes, tartarugas e outras espécies. Autoridades recomendam evitar contato com crianças pequenas e animais domésticos.

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