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Atividades artísticas podem desacelerar o envelhecimento, aponta estudo

Estudo da University College London com 3.556 adultos aponta que atividades artísticas regulares podem retardar o envelhecimento biológico, em até quatro por cento

Visitantes observam obra com a coroação de Napoleão no Museu do Louvre, em Paris
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  • Estudo da University College London com trinta e cinquenta e seis adultos no Reino Unido analisou participação em atividades artísticas e mudanças químicas no DNA associadas ao envelhecimento.
  • Participação regular em leitura, música ou visitas a museus — pelo menos uma vez por semana — foi associada a um ritmo de envelhecimento mais lento, em torno de quatro por cento.
  • O efeito foi similar ao observado em quem pratica exercícios físicos; foi mais evidente acima de quarenta anos e permaneceu após ajustar fatores como índice de massa corporal, tabagismo, escolaridade e renda.
  • Sete relógios epigenéticos foram usados; em pelo menos três deles houve associação com envelhecimento mais lento entre quem participa de atividades culturais.
  • A pesquisadora Feifei Bu diz tratar-se da primeira evidência de relação direta entre artes e envelhecimento biológico, defendendo incluir atividades culturais em estratégias de saúde pública.

Um estudo coordenado pelo University College London (UCL) avaliou a relação entre atividades artísticas e culturais e sinais de envelhecimento biológico em 3.556 adultos do Reino Unido. Questionários combinados com exames de sangue foram usados para medir alterações químicas no DNA associadas à idade.

Os dados mostraram que quem participa com maior frequência de leitura, música ou visitas a museus apresenta ritmo de envelhecimento mais lento segundo alguns parâmetros. Em média, realizar atividades artísticas pelo menos uma vez por semana pode reduzir o envelhecimento em cerca de 4%, em comparação com quem pratica com menor frequência.

A experiência foi mais evidente em pessoas acima de 40 anos e manteve-se após ajustar fatores como IMC, tabagismo, escolaridade e renda. A pesquisadora Feifei Bu descreveu os resultados como a primeira evidência de associação direta entre participação cultural e envelhecimento biológico mais lento.

Efeitos biológicos e comparação com o exercício

Segundo os autores, sete relógios epigenéticos foram usados para medir mudanças químicas no DNA relacionadas à idade. Em pelo menos três deles, houve relação com envelhecimento mais lento entre frequentadores culturais. Um indicador chamado DunedinPACE sugestiona quedas de até 2% a 4% conforme a frequência de participação.

O mesmo estudo aponta que o PhenoAge, que estima a idade biológica, registrou que quem se envolve em atividades culturais pelo menos uma vez por semana é, em média, um ano mais jovem do que quem participa raramente. A diferença com relação ao benefício do exercício físico ficou em pouco menos de meio ano a mais de envelhecimento retardado.

Implicações para políticas de saúde

Os pesquisadores defendem que o acesso a atividades artísticas seja considerado em estratégias de saúde pública. Os resultados indicam que estímulos culturais oferecem benefícios físicos, cognitivos, emocionais e sociais.

Os autores destacam ainda que combinar atividades culturais com movimento, como caminhar ou andar de bicicleta até locais culturais, pode potencializar os efeitos. Contudo, reconhecem a necessidade de mais pesquisas para confirmar as descobertas.

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