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Beber aumenta desejo de fumar, aponta estudo

Álcool eleva desejo por nicotina, ampliando consumo entre fumantes ocasionais; Brasil registra 11,6% de fumantes em 2024, frente a 9,3% em 2023

Image, vista de cima, de um cinzeiro com várias bitucas de cigarros e um copo de whisky com pedras de gelo. Ao lado vê-se um isqueiro vermelho e três cigarros intocados.
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  • Beber aumenta o desejo de fumar, tanto para fumantes habituais quanto para os ocasionais, chegando a ocorrer antes de abrir a bebida.
  • A dopamina é estimulada tanto pela álcool quanto pela nicotina, fortalecendo o circuito do desejo no cérebro e tornando o ato mais prazeroso quando combinados.
  • Fatores psicológicos e sociais (cultura de festas, bares e o “gatilho” de estar em happy hour) ajudam a associar álcool e fumo.
  • Entre fumantes ocasionais, o consumo de álcool pode elevar a frequência de fumar, especialmente em contextos específicos como botecos.
  • Dados mostram alta preocupação: pela primeira vez em vinte anos, a taxa de fumantes no Brasil subiu para 11,6% da população adulta em 2024, ante 9,3% em 2023 (aumento de 25%).

A relação entre álcool e fumar volta a ganhar atenção: estudos apontam que o consumo de bebidas alcoólicas aumenta o desejo por nicotina, tanto para fumantes habituais quanto para ocasionais. A explicação envolve processos cerebrais e gatilhos culturais que associam as duas substâncias.

Pesquisadores destacam que a dopamina, neurotransmissor ligado ao prazer, é estimulada tanto pelo álcool quanto pela nicotina. Esse efeito, somado ao condicionamento social de bares e festas, reforça a vontade de acender um cigarro durante ou após o consumo de álcool.

Entidades e contextos ligados

A ACT Promoção da Saúde destaca análise de mecanismos neuroquímicos que explicam a ligação entre bebidas e tabaco. A coordenadora do projeto de controle do álcool, Laura Cury, aponta que o álcool pode diminuir inibições, favorecendo a experimentação de cigarro entre não-fumantes.

O texto técnico que embasa as palavras também cita pesquisas sobre as interações entre álcool e nicotina no cérebro, além de constatações de que o hábito pode se intensificar quando a bebedeira avança. A combinação é descrita como mais prazerosa e propensa a manter o consumo de ambos.

Dados recentes no Brasil

Uma leitura de tendências aponta que, pela primeira vez em 20 anos, houve aumento no número de fumantes no Brasil. Em 2024, a taxa de adultos que fumam ficou em 11,6%, frente a 9,3% em 2023, configurando crescimento de 25% no período analisado.

As informações indicam que o cenário atual demanda atenção de políticas públicas de saúde para reduzir fatores de risco associados ao consumo de álcool e tabaco. Fontes consultadas incluem a ACT Promoção da Saúde e o relatório Vigitel Brasil 2006-2024.

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