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Butantan recebe autorização para produzir vacinas contra chikungunya

Anvisa autoriza produção nacional da vacina contra chikungunya pelo Instituto Butantan, ampliando o acesso e potencial redução da transmissão

Brasil enfrenta tríplice epidemia do zika vírus, dengue e febre chikungunya – Foto: Muhammad Mahdi Karim/Wikimedia Commons
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  • A Anvisa autorizou a produção nacional da vacina contra chikungunya pelo Instituto Butantan, decisão anunciada no dia quatro de maio; a vacina já havia sido aprovada em abril de 2025, mas era produzida pela Valneva.
  • A vacina, chamada Butantan-Chik, visa tornar o medicamento acessível especialmente em países em desenvolvimento e no Sul Global, mantendo foco no SUS.
  • Em estudo de fase três no Brasil, a vacina atingiu eficácia superior a 98% em adultos e em adolescentes de 12 a 17 anos; o estudo ocorreu em país endêmico.
  • O Ministério da Saúde apoiou um programa piloto em cidades selecionadas de Sergipe, Minas Gerais, São Paulo e Mato Grosso do Sul para avaliar a implementação da vacinação.
  • Já foram vacinadas mais de 30 mil pessoas; a produção deve ser ampliada para atender a demanda no segundo semestre de 2026, com a duração de proteção estimada em até dois anos.

A Anvisa autorizou, no dia 4 de maio, a produção nacional da vacina contra a chikungunya pelo Instituto Butantan. A aprovação ocorreu após a vacina já ter sido aprovada em abril de 2025, mas até então era produzida pela empresa Valneva.

O Butantan apresenta a Butanta-Chik como uma medida para ampliar o acesso em países em desenvolvimento, especialmente no Sul Global. O instituto destaca a missão de levar benefícios ao SUS por meio de vacinas e outras intervenções.

O desenvolvimento envolveu um estudo de fase 3 no Brasil com adolescentes de 12 a 17 anos, em país endêmico para chikungunya. O estudo indicou eficácia superior a 98% em adultos e adolescentes, com proteção mantida após dois anos.

Desenvolvimento e implementação

O Instituto Butantan discute a implementação da vacina junto ao Ministério da Saúde e às secretarias municipais, visando um programa piloto em cidades selecionadas nos estados de Sergipe, Minas Gerais, São Paulo e Mato Grosso do Sul. Em andamento, o piloto envolve diferentes áreas de atuação e monitoramento da transmissão.

Mais de 30 mil pessoas já foram vacinadas nos estudos e o Butantan planeja ampliar a produção para atender a demanda no segundo semestre de 2026, conforme o avanço dos resultados de implementação em uso real.

A vacina, baseada em vírus atenuado, tem mostrado proteção duradoura e é comparada a outras vacinas do Butantan, como febre amarela e dengue, que também utilizam estratégias semelhantes. A expectativa é de que o imunizante reduza a transmissão da chikungunya em regiões com circulação do vírus.

Contexto da doença

A chikungunya é transmitida pelo Aedes aegypti e pelo Aedes albopictus, vetores também responsáveis por dengue e zika. O quadro clínico envolve febre, dores articuladas e mal-estar, com maior gravidade em grupos vulneráveis. A identificação rápida é essencial para o manejo clínico e o direcionamento de medidas de saúde pública.

Para especialistas, ampliar a disponibilidade de diagnósticos e fortalecer ações de controle vetorial são garanta de melhoria na resposta institucional. O quadro atual exige coordenação entre vigilância, diagnóstico, tratamento e prevenção.

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