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Cimento vivo com bactérias repara fissuras automaticamente e aumenta segurança

Cimento vivo, com bactérias que selam fissuras, avança em capitais; promete reduzir custos de manutenção e aumentar segurança estrutural

O chamado cimento vivo é, em essência, um concreto biológico. Durante a produção, esporos de bactérias resistentes – geralmente do gênero Bacillus – são misturados à massa, junto com um tipo de “alimento” mineral, como lactato ou outras fontes de cálcio – depositphotos.com / Andy Dean Photography
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  • Engenheiros testam em capitais o cimento vivo, um concreto capaz de reparar microfissuras automaticamente com bactérias ativadas pela água.
  • Esporos de Bacillus são mantidos dormentes em microcápsulas; quando a água atinge as cápsulas, as bactérias produzem carbonato de cálcio para selar a fissura.
  • A biomineralização preenche fissuras finas, reduz a passagem de água e atrasa a corrosão, aumentando a durabilidade de estruturas.
  • Os testes vão de laboratório a campo, com protótipos instalados em paredes, lajes e elementos pré-moldados; pilotos ocorrem em obras públicas e privadas.
  • Entre limitações estão o custo inicial mais alto e a atuação principalmente em microfissuras; pesquisadores buscam reduzir custos e estabelecer normas técnicas para ampliar o uso.

Nas capitais do país, engenheiros e construtoras iniciam testes com o que chamam de cimento vivo, um concreto que pode reparar fissuras automaticamente. A novidade promete reduzir custos de manutenção e aumentar a segurança de obras públicas e privadas.

O cimento vivo funciona por meio de bactérias adormecidas, encapsuladas no material. Quando a água infiltra por fissuras, as bactérias são ativadas e geram carbonato de cálcio, selando o dano por meio de biomineralização. Pequenas rachaduras chegam a cicatrizar sozinhas.

Essa abordagem combina esporos de Bacillus com nutrientes minerais, distribuídos pelo concreto. O resultado é um preenchimento interno que endurece as fraturas, reduzindo a passagem de água e a atuação de agentes corrosivos nas armaduras.

A ideia teve origem na Europa, com estudos na Holanda e no Reino Unido durante os anos 2000. Pesquisas subsequentes buscaram viabilizar receitas que conciliem resistência, ambiente adequado para as bactérias e custo compatível com a construção.

Os testes atuais avaliam a capacidade de fechamento de fissuras, a velocidade do processo e a resistência após a cicatrização. Em laboratório, amostras são submetidas a ciclos de umidade, temperatura e cargas mecânicas simuladas.

Limitações apontadas incluem o custo inicial maior, restrições ao fechamento de fissuras maiores e dúvidas sobre a durabilidade das bactérias em ambientes agressivos. Pesquisas buscam reduzir o atraso entre custo e benefício ao longo do tempo.

Especialistas ressaltam que, se aplicado com critério, o cimento vivo pode estender a vida útil de estruturas e diminuir intervenções de manutenção. Em obras públicas, o potencial envolve menos infiltração, menor corrosão e planejamento mais estável.

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