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Estrutura da Grande Pirâmide de Gizé protege-a de terremotos

Estudo aponta que a Grande Pirâmide tem resposta estável a vibrações sísmicas, com câmaras superiores dissipando energia para proteger a câmara do rei

A Grande Pirâmide de Gizé, nos arredores de Cairo, no Egito
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  • Pesquisadores instalaram sismômetros em 37 pontos dentro e ao redor da Grande Pirâmide de Gizé para registrar vibrações ambientais.
  • O estudo mostrou que a pirâmide reage de forma homogênea e estável a tremores desde a sua construção, há cerca de 4.600 anos.
  • A estrutura possui base ampla, centro de gravidade baixo, geometria simétrica, menor massa no topo e está sobre uma base rochosa de calcário.
  • A amplificação das vibrações aumenta com a elevação, mas cinco câmaras acima da câmara do rei reduzem a amplificação, ajudando a dissipar a energia sísmica.
  • Originalmente, a pirâmide tinha 147 metros de altura; hoje mede aproximadamente 138,5 metros, devido à erosão e à remoção de revestimentos externos.

A Grande Pirâmide de Gizé, no Egito, mostrou ter uma resposta estável a vibrações sísmicas registradas por sismômetros distribuídos em 37 pontos dentro e ao redor da estrutura. O estudo aponta que a construção resistiu às energias de terremotos desde a sua edificação.

Pesquisadores apresentaram que a pirâmide mantém desempenho estrutural homogêneo mesmo com seu tamanho e complexidade. O achado foi publicado na Scientific Reports em 21 de maio de 2026, com base em dados coletados durante a obra de casa tombada.

A pesquisa avalia a dinâmica estrutural com sensores que captaram vibrações de fundo naturais e humanas. Os resultados indicam uma base ampla, centro de gravidade baixo e geometria simétrica, fatores que reduzem a amplificação de tremores.

Entre as métricas analisadas, as equipes observaram que as vibrações se intensificam com a elevação, o que é esperado em estruturas altas. Contudo, cinco câmaras acima da câmara do rei mostraram menor amplificação, sugerindo dissipação de energia sísmica.

O trabalho envolveu medições em câmaras e passagens internas, incluindo a sala do rei, a rocha-matriz e o solo ao redor. A conclusão aponta para um efeito de proteção da própria arquitetura contra abalos.

O pesquisador principal, Mohamed ElGabry, do Instituto Nacional de Pesquisa em Astronomia e Geofísica (NRIAG), destaca que a combinação de elementos — base larga, simetria e redução gradual de massa** contribui para a estabilidade. O estudo atribui à fundação rochosa de calcário boa reserva de rigidez.

Os autores ressaltam que a pirâmide foi construída em um período de aproximadamente 20 anos, com gestão de recursos e coordenação de milhares de trabalhadores. A análise reforça a visão de planejamento e organização de antigas obras.

O conjunto de descobertas reforça o papel da engenharia antiga na resiliência a desastres naturais. Retratos de Gizé continuam a inspirar estudos sobre técnicas de construção e planejamento de grandes monumentos.

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