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Estudo revela por que a Pirâmide de Gizé resiste a terremotos

Estudo aponta que a Grande Pirâmide não vibra na mesma frequência do solo, evitando ressonância sísmica; câmaras internas ajudam a dispersar vibrações

Grande Pirâmide de Gizé é uma das Sete Maravilhas do Mundo Antigo
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  • Um estudo publicado na Scientific Reports sugere que a Grande Pirâmide de Gizé resiste a terremotos porque não vibra na mesma frequência do solo ao redor, evitando ressonância.
  • A diferença de frequência entre a pirâmide e o ambiente faz com que a energia de tremores não se intensifique dentro da estrutura.
  • O formato geométrico, o sistema interno de distribuição de peso e as câmaras internas acima da principal ajudam a dispersar vibrações.
  • A pesquisa analisou pequenas vibrações naturais em pontos da construção e do solo, mostrando resposta distinta da pirâmide ao ambiente externo.
  • Embora não haja comprovação de conhecimentos de física sísmica na antiguidade, o estudo reforça a ideia de um alto nível de engenharia para a época.

A Grande Pirâmide de Gizé, no Egito, permanece de pé há cerca de 5.000 anos, resistindo a guerras, invasões e tremores. Um estudo recente busca explicar por que a estrutura não entra em ressonância com vibrações sísmicas do entorno.

Pesquisadores indicam que a pirâmide vibra em frequência distinta da do solo, evitando a amplificação de tremores. O formato maciço e o sistema interno de distribuição de peso ajudam a manter a estabilidade.

O estudo, publicado na revista Scientific Reports, analisou vibrações naturais em pontos da construção e do solo ao redor. Dados apontaram resposta diferenciada da estrutura ante o ambiente externo.

Metodologia e resultados

A equipe utilizou sensores para medir vibrações naturais em várias áreas da pirâmide e do terreno circundante. As medições mostraram que a energia dos terremotos não é transferida de forma eficiente para o interior.

Foi observado ainda que cavidades internas acima da câmara principal, antes tidas como elementos de sustentação, podem auxiliar na dispersão de parte das vibrações. A função dessas cavidades passa a ocupar maior importância na análise.

Implicações históricas e futuras

Especialistas destacam que, mesmo em uma região com baixos níveis sísmicos, a pirâmide sofre danos limitados em tremores históricos. Os resultados reforçam a hipótese de engenharia avançada para a época.

Embora não haja confirmação de domínio de física sísmica pelos egípcios antigos, a pesquisa indica alto nível de conhecimento em técnicas de construção. A estabilidade do monumento aparece como resultado de múltiplos fatores combinados.

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