- Explorador brasileiro Marcio Pimenta refaz a viagem de Charles Darwin pela Patagônia em miliança de vinte e três, revisitando paisagens descritas nos diários do naturalista.
- O projeto resultou no livro Encontrando Darwin – Uma expedição pelos confins do mundo, com duzentos e oitenta e quatro páginas, publicado pela Editora Solisluna com apoio da National Geographic Society; chega às livrarias em vinte e dois de maio e terá tour de lançamento por várias cidades do Brasil.
- O livro também revela momentos de vulnerabilidade emocional de Pimenta durante o isolamento, desmontando a ideia do explorador invulnerável.
- A obra aborda mudanças climáticas e povos indígenas da Patagônia, analisando relatos históricos sobre Selk’nam e Yámana e destacando a postura antirracista de Darwin, segundo o autor.
- A viagem marcou uma mudança na carreira de Pimenta, que deixou a área de Economia e o doutorado em Relações Internacionais para se dedicar às expedições e à pesquisa histórica, e ele já planeja um novo projeto no Vale do Rift, na África.
Marcio Pimenta, explorador brasileiro, refaz a viagem de Charles Darwin pela Patagônia com o objetivo de revisitar cenas descritas nos diários do naturalista. Em 2023, ele percorreu cerca de 11 mil quilômetros de Jeep, sozinho, buscando entender a origem das ideias que moldaram a ciência moderna.
O resultado é o livro Encontrando Darwin – Uma expedição pelos confins do mundo, com 284 páginas. A obra, publicada pela Editora Solisluna com apoio da National Geographic Society, chega às livrarias em 22 de maio. Pimenta apresenta relatos da jornada, reflexões e observações sobre o ambiente visitado.
O explorador também aborda vulnerabilidade durante o isolamento em Ushuaia e outras cidades austrais, destacando que a imagem do explorador invulnerável é simplificada. Segundo ele, a experiência descontrói esse mito ao revelar momentos de desgaste emocional.
Sobre a expedição e o livro
Pimenta descreve encontros com os cenários descritos por Darwin nos cadernos de campo. Em Monte Hermoso, ele afirma que as camadas biológicas descritas pelo naturalista estavam presentes, reforçando a persistência de paisagens observadas há mais de um século.
A obra discute ainda mudanças climáticas e povos indígenas da Patagônia, como Selk’nam e Yámana. O autor analisa registros históricos que, na época, eram descritos de modo preconceituoso, enfatizando uma leitura crítica dos relatos.
Impactos e próximos passos
O projeto também marca uma virada na carreira do autor, que deixou a economia e o doutorado em Relações Internacionais para se dedicar a expedições e pesquisa histórica. Pimenta afirma que não se reconhece mais apenas como fotógrafo.
Inspirado pelas teorias evolucionistas, o explorador já planeja uma nova expedição ao Vale do Rift, na África, com o objetivo de investigar as origens da espécie humana e a evolução de culturas ao redor do mundo.
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