- Estudo publicado na revista Molecular Psychiatry em 2025, com dados de 370 indivíduos com ansiedade e 342 sem o transtorno, aponta queda de oito por cento na colina no cérebro.
- A redução ficou mais evidente no córtex pré-frontal, área ligada ao controle emocional, tomada de decisões e organização do pensamento.
- Além da colina, foram observadas alterações em N-acetil aspartato (NAA), marcador da saúde dos neurônios.
- A colina é um nutriente essencial para membranas celulares, memória, sinalização nervosa e regulação do humor; o corpo produz pouco, sendo necessário obtê-la pela alimentação.
- A pesquisa sugere que o estresse constante pode elevar a demanda cerebral por colina, contribuindo para a redução ao longo do tempo, mas ainda não há evidência de suplementação como tratamento.
O estudo publicado na revista Molecular Psychiatry, em 2025, aponta que pessoas com transtornos de ansiedade apresentam níveis reduzidos de colina no cérebro. Conduzido por Richard J. Maddock e Jason Smucny da UC Davis Health, o trabalho analisou dados de diversas pesquisas sobre química cerebral. A conclusão aponta uma relação entre metabolismo da colina e ansiedade.
A pesquisa envolveu 370 indivíduos com ansiedade e 342 sem o transtorno, utilizando técnicas de imagem não invasivas para quantificar substâncias químicas cerebrais. Os autores observaram uma queda média de cerca de 8% na concentração de colina no cérebro de quem sofre de ansiedade.
Resultados e relevância
O padrão de menor colina foi mais evidente no córtex pré-frontal, região ligada ao controle emocional, decisão e resposta ao estresse. Além da colina, houve alterações em outros marcadores, como o NAA, relacionado à saúde dos neurônios.
Colina, função cerebral e limites da pesquisa
A colina é um nutriente essencial, crucial para membranas celulares, memória e sinalização neural. O corpo humano produz pouco dessa substância, o restante vem da alimentação. Os pesquisadores ressaltam que não há ainda evidência de que suplementação trate ansiedade.
Implicações práticas e próximos passos
Os autores indicam que a descoberta oferece uma nova perspectiva para entender a ansiedade, indo além de emoções e comportamentos. A relação entre dieta, metabolismo da colina e saúde mental pode orientar futuras pesquisas. Porém, permanece incerta a causalidade entre dieta e transtorno.
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