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Estudo mapeia pegada de carbono do soro de leite no Brasil

Estudo conjunto mapeia a pegada de carbono do soro de leite no Brasil com abordagem sistêmica, disponibilizando dados de ACV e plano de mitigação

Historicamente, o soro de leite representou um dos maiores desafios ambientais para a indústria de laticínios
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  • Estudo conjunto entre Embrapa Gado de Leite, Sooro Renner Nutrição e UTFPR mapeia a pegada de carbono do soro de leite no Brasil, incluindo produção, transporte e processamento até o soro em pó (whey protein).
  • A pesquisa apresenta abordagem sistêmica, conectando etapas da cadeia para identificar gargalos de emissão de gases de efeito estufa e oferecer diagnóstico fiel do desempenho ambiental.
  • Os resultados reforçam o papel estratégico do soro em pó na indústria, com possibilidade de transformar subproduto em ingrediente valorizado, reduzindo desperdícios e impactos ambientais.
  • Dados de Inventário de Ciclo de Vida ficam disponíveis na plataforma SICV Brasil, promovendo transparência e uso por pesquisadores, indústrias e órgãos governamentais.
  • O projeto está alinhado a compromissos internacionais, como a Agenda 2030 da ONU e o Compromisso Global de Metano, com entrega de plano de ação para mitigação de emissões.

O estudo, resultado de cooperação técnica entre a Embrapa Gado de Leite (MG), a Sooro Renner Nutrição e a UTFPR, redefiniu critérios de medição do impacto ambiental do soro do leite e derivados. O foco está no soro em pó, hoje considerado insumo estratégico.

A pesquisa mapeia toda a cadeia: produção do leite in natura, transporte, processamento industrial e obtenção do soro em pó, conhecido como whey. O objetivo é revelar o real desempenho ambiental do setor e apontar gargalos de emissões.

A inovação está na abordagem sistêmica: não analisar elos isoladamente, mas conectar transporte e transformações industriais em uma única avaliação. Assim, identifica-se onde ocorrem as maiores emissões de gases de efeito estufa.

Compromissos Globais

A iniciativa está alinhada aos ODS da ONU e ao Compromisso Global de Metano, com meta de reduzir emissões 30% até 2030. O grupo estima entregar um plano de ação com práticas de mitigação de GEE para o setor.

Os resultados são compartilhados com a sociedade por meio dos Inventários de Ciclo de Vida do soro, disponíveis no SICV Brasil, gerido pelo Ibict. Dados acessíveis ajudam pesquisadores, indústria e governo a embasar decisões.

Historicamente, o soro de leite representa desafio ambiental para a laticinocultura, pela alta DBO. A transformação em soro em pó reduz o risco de contaminação e o desperdício de recursos, aumentando a sustentabilidade operacional.

O que é a ACV?

A ACV mensura impactos ao longo de toda a existência do produto, do berço ao túmulo. Considera entradas como energia e água, e saídas como emissões e resíduos, abrindo caminho para melhorias efetivas.

No projeto, a ACV abrange produção primária, transporte e processamento industrial. A coleta de dados envolve gado, leite, deslocamentos e etapas de industrialização no giro do soro.

A metodologia segue normas ISO 14040/14044 e identifica impactos como pegada de carbono, consumo de água e acidificação. A visão integrada evita deslocamento de carga ambiental entre etapas.

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