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Guia de porções: quanto deve caber no prato

Porções maiores elevam consumo excessivo: estudo mostra como a indústria impulsiona ingestão, sobretudo com ultraprocessados

Tamanho das porções, principalmente de fast food e ultraprocessados, começou a aumentar nos EUA nos anos 1980
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  • Nos últimos 50 anos, as porções aumentaram, especialmente de fast food e ultraprocessados, com os EUA liderando o crescimento a partir dos anos 1980 devido a mais refeições fora de casa e à concorrência entre restaurantes.
  • Porções maiores tendem a fazer as pessoas comerem mais; dobrar o tamanho da porção pode levar, em média, a 35% a mais de alimento consumido.
  • No Brasil, o aumento é visto principalmente em alimentos embalados e ultraprocessados, não em arroz, feijão ou peixe com farinha.
  • Reduzir o tamanho do prato não é solução por si só; o essencial é controlar a disponibilidade da comida e servir apenas a porção e guardar o restante fora de vista.
  • Em alimentos in natura a influência é menor; para produtos industrializados, leia a porção indicada no rótulo, lembre-se de comparar com o que realmente costuma ser consumido e sirva a porção padrão.

Nos últimos 50 anos, o tamanho das porções aumentou em várias regiões, acompanhando o crescimento de obesidade. Esse fenômeno ficou evidente com o consumo maior de refeições fora de casa e de produtos ultraprocessados.

Especialistas apontam que, nos Estados Unidos, o avanço começou na década de 1980, impulsionado pela concorrência entre restaurantes e pela redução de custos da comida. A ampliação de porções tornou mais comum consumir mais calorias por refeição.

A gente observa também esse movimento em países em desenvolvimento, incluindo o Brasil, especialmente com itens embalados e ultraprocessados. Alimentos tradicionais, como arroz, feijão ou peixe, não sofreram o mesmo aumento de tamanho.

Por que porções maiores influenciam o consumo

Pesquisas indicam que pessoas tendem a comer mais quando recebem porções maiores. Estudos mostram que dobrar o tamanho de uma porção pode elevar o consumo em média 35%, mesmo que nem toda pessoa termine a refeição.

Parte do efeito decorre da dificuldade do corpo em sinalizar fome e saciedade com precisão. Em ambientes com estímulos, as porções acabam servindo como referência, levando a ingestões maiores.

E o papel de utensílios menores e rótulos

Pesquisas não comprovam que reduzir o tamanho do prato, isoladamente, reduza o consumo. O fator determinante é a disponibilidade de mais comida na mesa.

Para temporariamente reduzir o consumo, a recomendação prática é servir a porção e guardar o restante fora de vista, evitando reingredir no prato. O que está à mão influencia mais do que o prato.

Como regular o tamanho das porções na prática

Especialistas destacam a importância de ficar atento aos sinais de fome e de saciedade. Ler rótulos ajuda a entender as porções indicadas e a comparar com o que é realmente consumido.

Para itens embalados, a orientação é retirar o alimento da embalagem e medir a porção conforme o que costuma ser consumido. Assim, fica mais fácil evitar ingestões superiores à porção padrão.

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