- Espécie Poecilia formosa, também conhecida como molinésia-amazona, é formada apenas por fêmeas e vive em águas doces do sul dos EUA até o México.
- Esses animais se mantêm por meio da ginogênese, em que a fêmea precisa do esperma de machos de espécies relacionadas para iniciar o desenvolvimento dos ovos, mas o DNA masculino quase nunca é utilizado.
- Os descendentes nascem praticamente idênticos à mãe, ou seja, são cópias genéticas, com pouca variação entre gerações.
- A reprodução sem mistura genética é uma vantagem para a sobrevivência, mas a existência de milhares de anos dessa linhagem sugere caminhos evolutivos mais variados do que se imaginava.
- A origem da linhagem é atribuída a um hybridização antiga entre duas espécies próximas de molinésia, que deu origem a uma população de apenas fêmeas mantida por esse mecanismo.
Espécie de peixe formada apenas por fêmeas voltou a chamar a atenção da ciência ao indicar caminhos alternativos de reprodução. A molinésia-amazona Poecilia formosa vive em água doce entre o sudeste dos EUA e o México. O caso questiona a ideia de que a reprodução é essencial para diversidade genética.
Pesquisadores explicam que o processo se dá pela ginogênese, em que a fêmea inicia o desenvolvimento dos ovos com esperma de machos de espécies relacionadas, mas o DNA masculino raramente é utilizado. Os descendentes nascem praticamente idênticos à mãe.
Essa reprodução reduz a variação genética, mas tem funcionado por milênios. A origem da linhagem pode ter vindo de um cruzamento antigo entre espécies próximas, que gerou um híbrido capaz de perpetuar-se sem machos.
Como funciona a ginogênese
- Na ginogênese, o esperma atua apenas para ativar o desenvolvimento embrionário, não para a transmissão de genes masculinos.
- Os filhotes mantêm o material genético da mãe, resultando em cópias genéticas próximas entre gerações.
Origem e evolução da linhagem
- Acredita-se que o ancestral híbrido tenha surgido há longas eras, a partir de espécies de molinésia próximas.
- A população atual, composta apenas por fêmeas, continua a se manter por meio desse mecanismo singular ao longo do tempo.
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