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Erupção vulcânica pode criar nova ilha no Pacífico, entenda

Erupção submarina no mar de Bismarck pode gerar nova ilha no Pacífico; satélites registram plumas de vapor, anomalias térmicas e fragmentos de pedra-pomes

Imagem capturada em 11 de maio, mostra plumas vulcânicas emergindo de plataforma submarina três dias após o início da erupção. Imagem à direita, destaca atividade vulcânica
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  • Erupção vulcânica submarina no Mar de Bismarck, ao norte de Papua-Nova Guiné, pode gerar uma nova ilha no Pacífico, segundo a NASA.
  • Desde 8 de maio, há plumas de vapor, anomalias térmicas e faixas de fragmentos de pedra-pomes flutuando sobre o oceano; ainda não se sabe qual estrutura entrou em erupção.
  • Imagens de satélite da Landsat 9 e dos sensores Sentinel-2 mostraram água descolorida e faixas de fragmentos, enquanto o VIIRS identificou anomalias térmicas em uma área de cerca de sete quilômetros quadrados, em 12 de maio.
  • A hipótese é de que a cratera seja mais rasa do que indicavam mapas batimétricos, aumentando a possibilidade de formação de uma nova ilha que pode evoluir para um cone vulcânico ou colapsar rapidamente.
  • A atividade na região não é esperada como tão explosiva quanto eventos recentes, como o vulcão Hunga Tonga-Hunga Ha’apai, e a duração ainda não tem previsão de término.

Uma erupção vulcânica submarina no Mar de Bismarck, ao norte de Papua-Nova Guiné, pode levar à emergção de uma nova ilha no Pacífico. A atividade, detectada desde 8 de maio, gerou plumas de vapor, anomalias térmicas e faixas de rocha-pomes flutuando sobre o oceano, conforme monitoramento da NASA por satélite. Ainda não há confirmação de qual estrutura entrou em erupção.

A NASA informou que não existem mapas de alta resolução da área para identificar com precisão a origem do fenômeno. Acredita-se que a atividade ocorra na Dorsal de Titã, a cerca de 16 quilômetros ao sudeste de um vulcão registrado em 1972, mas permanece incerta a profundidade da cratera e a última vez que esteve ativa.

O início ocorreu com um pequeno enxame de terremotos, seguido por grandes plumas brancas de vapor acima da superfície. Satélites detectaram água descolorida e turbulenta nas proximidades, e imagens de alta resolução mostraram extensas faixas de rocha-pomes flutuando no oceano.

Imagens do Landsat 9 e dos satélites Sentinel-2 revelaram atividade próxima à superfície, enquanto o sensor VIIRS, em 12 de maio, identificou anomalias térmicas em uma área de cerca de sete quilômetros quadrados. Especialistas apontam que o material quente próximo à superfície deve ser intenso.

A equipe da NASA destacou a possibilidade de uma nova ilha surgir. Caso a massa de terra apareça acima do nível do mar, cientistas pretendem acompanhar a evolução da estrutura, que pode se tornar um cone vulcânico estável ou desabar em dias, dependendo da interação magma-água.

Fragmentos de rocha-pomes e água com tonalidade esverdeada se estendem para o sudoeste do local, enquanto uma pluma vulcânica branca se move para o oeste. As imagens foram capturadas pelo MODIS a bordo do satélite Terra, de acordo com o Observatório da Terra da NASA.

Os especialistas apontam que, apesar da visibilidade do evento, é improvável que a erupção alcance o mesmo nível explosivo observado em casos recentes, como o vulcão Hunga Tonga-Hunga Ha apai em 2022. O contexto geológico do Mar de Bismarck tende a favorecer atividades menos explosivas.

Não há previsão de encerramento da atividade na região. Registros anteriores mostram que a erupção de 1972 durou quatro dias, enquanto um evento submarino próximo, em 1957, persistiu por quase quatro anos. As próximas etapas incluem acompanhamento contínuo por meio de imagens e dados de satélite.

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