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Estudo associa consumo de carne à maior chance de chegar aos 100 anos

Estudo na China associa consumo de carne entre idosas magras a maior probabilidade de chegar aos 100 anos, enfatizando ingestão proteica adequada e nutrição

Pesquisas indicam que idosos precisam de mais proteína do que as recomendações nutricionais tradicionais
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  • Estudo realizado na China analisou mais de cinco mil pessoas com oitenta anos ou mais, incluindo cento e quarenta e nove centenários, usando dados do Estudo Longitudinal Chinês sobre Longevidade Saudável.
  • Entre mulheres idosas com baixo índice de massa corporal, quem consumia carne diariamente tinha 44% mais chance de chegar aos cem anos do que as vegetarianas magras.
  • Em pessoas com peso normal ou acima do peso, não houve diferença significativa na probabilidade de alcançar os cem anos entre dietas.
  • Vegetarianos que comiam ovos, peixes ou laticínios tiveram longevidade semelhante à de quem consumia carne, destacando a importância da proteína e da nutrição adequada na velhice.
  • A alimentação é apenas parte da equação: sono de qualidade, atividade física, vínculos sociais e acesso a cuidados médicos também influenciam a expectativa de vida.

O que aconteceu: pesquisadores lidaram com dados de mais de 5 mil pessoas com 80 anos ou mais, incluindo 1.459 centenários, para entender fatores que influenciam a longevidade. O estudo está publicado no American Journal of Clinical Nutrition e utiliza o Estudo Longitudinal Chinês sobre Longevidade Saudável.

Quem está envolvido: a equipe científica chinesa realizou a análise, discutindo o papel da dieta na probabilidade de alcançar 100 anos. As conclusões enfatizam que a chave pode não ser apenas o tipo de alimento, mas a ingestão de proteína, calorias e nutrientes.

Quando e onde: a pesquisa recente é retrospectiva, baseada em dados coletados no CLHLS, um dos maiores levantamentos sobre envelhecimento no mundo, e publicada recentemente em 2024.

Qual foi o principal achado: entre idosas com baixo IMC, consumir carne regularmente aumentou a probabilidade de atingir os 100 anos em 44% em comparação com aquelas que eram vegetarianas magras. Entre peso normal ou acima do peso, não houve diferença significativa.

Quem está incluído nos grupos: o estudo comparou centenárias vegetarianas com aquelas que incluíam carne, ovos, peixes ou laticínios. Em todos os casos, a massa muscular e a nutrição adequada foram destacadas como fatores relevantes.

Por que isso importa: os autores destacam que não basta evitar carne; é preciso atenção à proteína, calorias e nutrientes essenciais na fase idosa. A massa muscular em especial está relacionada à resistência a quedas e recuperação de doenças.

Mudança de tema: dieta, nutrição e suas limitações

Mais dados sobre a dieta na velhice: pesquisas indicam que idosos podem precisar de mais proteína do que as recomendações tradicionais sugerem, para evitar queda de massa muscular.

Alguns padrões alimentares: vegetarianos que consomem ovos, peixes ou laticínios apresentaram longevidade semelhante à de consumidores de carne, reforçando a ideia de que nutrientes adequados importam mais do que a exclusão total.

Observação sobre riscos: o estudo ressalva que carnes processadas e excesso de carne vermelha continuam associados a maiores riscos de doenças cardiovasculares, diabetes tipo 2 e menor longevidade em muitos contextos.

Outros fatores da longevidade: além da dieta, sono de qualidade, atividade física regular, vínculos sociais e acesso a cuidados médicos ajudam a ampliar a expectativa de vida.

Conclusões do estudo: enquanto a alimentação desempenha papel, o equilíbrio nutricional e a manutenção da massa muscular emergem como aspectos centrais para a saúde na terceira idade, segundo os autores.

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