- Análise de 22 ensaios clínicos, com quase 2 mil adultos com sobrepeso ou obesidade, não encontrou diferença significativa na perda de peso entre jejum intermitente e dietas convencionais.
- Em média, quem seguiu jejum intermitente perdeu cerca de 300 gramas a mais do que os grupos que não adotaram esse método, efeito considerado não estatisticamente relevante.
- Diversos modelos foram avaliados, incluindo janela de alimentação restrita durante o dia, jejum em dias específicos ou alternados e a dieta 5:2, em que há dias de restrição calórica.
- Embora haja alterações metabólicas associadas ao jejum, elas não resultaram em vantagens clínicas claras além da restrição calórica tradicional com orientação dietética.
- O principal fator de sucesso é a capacidade de manter o método a longo prazo, levando em conta a rotina de cada pessoa; possíveis efeitos adversos incluem fadiga, tontura, fome, dor de cabeça, náusea e hipoglicemia, especialmente se mal acompanhado.
O jejum intermitente ganhou popularidade como estratégia para emagrecer, especialmente por benefícios metabólicos potenciais. Porém, uma análise de 22 ensaios clínicos com quase 2 mil adultos com sobrepeso ou obesidade não encontrou diferenças significativas na perda de peso em comparação com dietas tradicionais.
A pesquisa, publicada na Cochrane Library, avaliou modelos como janela de alimentação restrita, jejum em dias específicos, dias alternados e a dieta 5:2. A ideia central é reduzir a ingestão energética ao longo do tempo.
Apesar de mecanismos fisiológicos associados ao jejum, como maior mobilização de gordura e alterações metabólicas, o ganho prático em peso foi similar ao observado com dietas convencionais. A diferença média foi de cerca de 300 g.
Resultados da revisão
O estudo aponta que o jejum intermitente não apresenta superioridade clínica em relação a uma dieta com redução calórica bem planejada. Em termos de adesão, a escolha depende da possibilidade de manter o regime ao longo do tempo e da rotina do paciente.
Profissionais destacam que não houve subgrupos claramente beneficiados. A decisão deve considerar a sustentabilidade, preferências pessoais e a compatibilidade com medicamentos ou condições de saúde.
Riscos e considerações
Riscos potenciais existiram, principalmente quando o método não é acompanhado adequadamente, incluindo fadiga, tontura e dor de cabeça. Atenção é necessária em pessoas com histórico de transtornos alimentares, desnutrição ou uso de certos fármacos.
Especialistas ressaltam que alterações metabólicas não implicam vantagens clínicas diretas. A escolha entre jejum e dieta tradicional deve priorizar a adesão e a continuidade ao longo do tempo.
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