- A tireoide regula metabolismo, temperatura e funções do corpo; alterações podem causar cansaço, ganho ou perda de peso, sono e humor alterados.
- Entre 2021 e 2025, foram registrados 179.152 exames com alterações na tireoide, conforme levantamento da Fidi, e 85% desses pacientes eram do sexo feminino.
- A faixa etária com maior concentração de diagnósticos fica entre 40 e 65 anos, com pico próximo aos 60 anos.
- A estimativa do Inca para 2026 a 2028 aponta 16.450 novos casos de câncer de tireoide por ano no Brasil, sendo 13.310 em mulheres e 3.140 em homens.
- Nódulos tireoidianos são comuns e atingem cerca de 60% da população em algum momento; apenas cerca de 5% dos nódulos são cancerosos.
A tireoide, glândula em formato de borboleta no pescoço, regula metabolismo, temperatura e função cardíaca. Sinais como cansaço, queda de cabelo e alterações de peso podem indicar falhas na glândula, não apenas estresse ou idade. O alerta vale especialmente no Dia Internacional da Tireoide, em 25 de maio.
Entre 2021 e 2025, a Fidi registrou 179.152 exames com alterações tireoidianas, sendo 85% em mulheres. A faixa mais afetada fica entre 40 e 65 anos, com pico próximo aos 60. Dados reforçam a necessidade de avaliação quando surgem sintomas persistentes.
Segundo estimativas do Inca, o Brasil deve ter 16.450 novos casos de câncer de tireoide entre 2026 e 2028, com 13.310 em mulheres e 3.140 em homens. Sem considerar câncer de pele não melanoma, a tireoide é a oitava neoplasia mais comum no país.
Funcionamento e distúrbios
A glândula produz os hormônios T3 e T4, que influenciam o consumo de energia e diversas funções do corpo. Distúrbios comuns são hipotireoidismo, com produção insuficiente, e hipertireoidismo, com excesso hormonal. Nódulos tireoidianos também são frequentes.
No hipotireoidismo, o metabolismo fica mais lento, gerando cansaço, ganho de peso, pele seca e queda de cabelo. O hipertireoidismo acelera o metabolismo, provocando perda de peso, taquicardia e insônia. O sangramento de informações oficiais reforça a importância do diagnóstico preciso.
Desafios do diagnóstico e nódulos
Um dos principais desafios é a pouca especificidade dos sintomas, que podem ser confundidos com estresse ou envelhecimento. Mesmo assim, muitos nódulos são benignos; apenas cerca de 5% são cancerosos. Exames de imagem facilitam a detecção de tumores pequenos.
A SBEM estima que cerca de 60% da população brasileira já tenha nódulos tireoidianos em algum momento. A recomendação médica é avaliação quando surgem rouquidão, nódulo endurecido ou crescimento rápido no pescoço, entre outros sinais, especialmente em histórico familiar de câncer ou exposição a radiação.
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