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Cochilos diurnos excessivos podem indicar alerta de saúde em idosos

Cochilos diurnos longos em pessoas acima de cinquenta anos podem sinalizar doenças ocultas e aumentar o risco de mortalidade; cochilos matutinos elevam o risco frente ao início da tarde

Detalhe de um quarto: a importância de se monitorar o sono em excesso durante o dia em idosos (Foto: EPA/EFE)
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  • Estudo publicado em abril de 2026 na JAMA Network Open acompanhou 1.338 adultos acima de 50 anos para investigar a relação entre sono diurno excessivo e mortalidade.
  • Cada hora extra de cochilo diário foi associada a um aumento de 13% no risco de mortalidade; cada soneca adicional ao longo do dia elevou o risco em 7%.
  • Cochilos matutinos foram ligados a um risco de mortalidade cerca de 30% maior em comparação aos que descansam no início da tarde.
  • Um cochilo curto, de 20 a 30 minutos após o almoço, pode ser benéfico; o problema surge quando o padrão se torna excessivo ou impede atividades diárias.
  • Cochilos diurnos excessivos podem indicar condições de saúde subjacentes, como problemas cardíacos, neurológicos, apneia, diabetes, depressão ou dor crônica; manter rotina de sono, atividades físicas leves e reduzir cafeína e telas pode ajudar. Em caso de mudança repentina no sono, procure um médico geriatra.

Um estudo publicado em abril de 2026 na JAMA Network Open revela que cochilos longos e frequentes, em adultos com mais de 50 anos, podem indicar problemas de saúde ocultos. A pesquisa acompanhou 1.338 participantes para entender a relação entre sono diurno e mortalidade.

Os pesquisadores usaram monitores de pulso para coletar dados objetivos sobre duração e horários dos cochilos, em vez de depender apenas de relatos. O objetivo foi avaliar se o sono diurno está ligado a desfechos de saúde em idosos. Os resultados destacam associações relevantes entre sono excessivo e risco de mortalidade.

O que a pesquisa revelou

Cada hora extra de cochilo diário foi associada a um aumento de 13% no risco de mortalidade. Além disso, um cochilo adicional ao longo do dia elevou esse risco em 7%. O estudo reforça que a duração e o horário das sonecas ajudam a compreender a saúde subjacente.

Importância do horário do cochilo

Dados indicam que cochilos matinais tornam-se particularmente relevantes: o risco de mortalidade é cerca de 30% maior em quem dorme pela manhã, em comparação com quem descansa no início da tarde. A explicação envolve qualidade do sono noturno e possíveis condições não identificadas.

Quando o cochilo pode ser aceitável

Dormir durante o dia não é inerentemente prejudicial. Descanso curto, entre 20 e 30 minutos após o almoço, pode trazer benefícios à memória, ao humor e ao estado de alerta. O problema aparece quando o padrão muda drasticamente.

Doenças associadas à sonolência excessiva

A sonolência diurna excessiva costuma sinalizar doenças subjacentes. Entre as hipóteses estão hipertensão, doenças neurológicas como Alzheimer e demência, apneia do sono, além de diabetes, depressão e dor crônica.

Como melhorar a qualidade do sono

A recomendação envolve rotina fixa de horários para dormir e acordar, atividades físicas leves e redução de cafeína e telas antes de dormir. Se houver cochilos, o ideal é que sejam curtos e ocorram no início da tarde. Mudanças repentinas devem ser avaliadas por um geriatra.

Conteúdo informado com base na apuração da equipe da Gazeta do Povo. Para aprofundar, consulte a reportagem completa.

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