Em Alta Copa do Mundo NotíciasAcontecimentos internacionaisPessoasPolíticaConflitos

Converse com o Telinha

Telinha
Oi! Posso responder perguntas apenas com base nesta matéria. O que você quer saber?

Cratera submarina de 125 m esconde estalactites e pistas de secas nos Maias

Cratera submarina de Belize, com 125 metros de profundidade, revela estalactites inclinadas e vestígios de secas associadas aos maias

A estrutura monumental está localizada no centro do Recife Lighthouse, um pequeno atol situado a 70 quilômetros da costa de Belize
0:00
Carregando...
0:00
  • A cratera fica no centro do Recife Lighthouse, atol a cerca de 70 quilômetros da costa de Belize, no Caribe, com diâmetro de 300 metros e profundidade de 125 metros.
  • A área superficial soma aproximadamente 70.650 metros quadrados, tornando o local um dos pontos de mergulho mais conhecidos da região.
  • O Grande Buraco Azul é o vestígio de antigas cavernas de calcário que eram secas durante períodos glaciais; quando o nível do mar subiu, o teto colapsou, inundando a caverna.
  • Estalactites gigantes revelam fases secas no passado: cerca de 153 mil, 66 mil, 60 mil e 15 mil anos atrás, algumas inclinadas em cerca de 5 graus.
  • Mergulhar no local exige experiência, com descidas até 40 metros; a área foi reconhecida pela UNESCO em 1996, e há registro de exploração em vídeo da exploradora Karina Oliani.

A cratera submarina conhecida como Grande Buraco Azul, em Belize, surpreende pela profundidade de 125 metros e pelos estalactites inclinadas que remontam a um passado geológico. Localiza-se no centro do Recife Lighthouse, a cerca de 70 quilômetros da costa belizenha.

Com diâmetro de 300 metros e área superficial aproximada de 70.650 metros quadrados, a formação destaca-se como um dos pontos de mergulho mais conhecidos do Caribe. A paisagem azul-escura contrasta com o turquesa das águas rasas ao redor.

Como a caverna seca virou mar?

O Grande Buraco Azul é o vestígio de cavernas de calcário formadas em períodos glaciais. Quando o nível do mar subiu após o derretimento do gelo, o teto da caverna cedeu, transformando-a em depressão marinha profunda.

As estalactites gigantes são evidência de que o local já esteve acima do nível do mar. Análises indicam ciclos secos há cerca de 153 mil, 66 mil, 60 mil e 15 mil anos. Algumas estalactites chegam a cerca de 5 graus de inclinação.

Dados e relevância científica

  • Profundidade: 125 metros, permitindo acesso a paredes e câmaras submersas
  • Diâmetro: 300 metros, formando o círculo visível de cima
  • Distância da costa: 70 quilômetros
  • Reconhecimento: integrado à lista UNESCO desde 1996

Acessibilidade para mergulho

O mergulho no Grande Buraco Azul exige experiência avançada. A descida costuma alcançar a faixa dos 40 metros, com tempo de permanência limitado por ar e segurança. Paredes verticais, câmaras escuras e correntes acentuadas elevam a dificuldade.

A exploração é acompanhada por profissionais qualificados, com controle de profundidade e treinamento específico. A jornalista Karina Oliani documentou a descida completa em vídeo, destacando as paredes e as estalactites.

Vida ao redor do abismo

A biodiversidade está mais presente nos primeiros 20 metros, onde há oxigênio suficiente para uma comunidade marinha diversa. Em profundidades maiores, a água tende a se tornar anóxica, reduzindo a presença de animais maiores.

Comentários 0

Entre na conversa da comunidade

Os comentários não representam a opinião do Portal Tela; a responsabilidade é do autor da mensagem. Conecte-se para comentar

Veja Mais