- As Pirâmides de Gizé ficam no Cairo e formam um conjunto com três pirâmides centrais, erguidas há cerca de quatro mil e quinhentos anos.
- Novo estudo, publicado no dia 21 de maio na revista Scientific Reports, sugere que a Grande Pirâmide foi projetada para distribuir variações sísmicas, demonstrando grande conhecimento geotécnico.
- Análises em 37 pontos da pirâmide mostraram vibrações internas constantes, variando entre dois e 2,6 hertz, indicando uma estrutura extremamente homogênea que distribui tensões sísmicas.
- Não foram identificadas zonas frágeis na pirâmide; o entorno também não registra ressonância entre as frequências do solo e da edificação, o que reduz riscos durante tremores.
- A amplificação sísmica aumenta com a altura até cerca de quarenta e oito metros e, depois, diminui gradualmente, contribuindo para a resistência da construção a abalos.
As Pirâmides de Gizé, no entorno do Cairo, permanecem em pé há cerca de 4.500 anos. Pesquisas recentes ajudam a explicar por que o conjunto resiste a tremores, ao contrário de muitos edifícios modernos.
Um estudo publicado em 21 de maio na Scientific Reports aponta que a Grande Pirâmide foi concebida para distribuir variações sísmicas. A evidência sugere alto conhecimento geotécnico antigo, capaz de reduzir a intensidade das vibrações provocadas por terremotos.
A análise baseou-se no Método de Nakamura, ou HVSR, que avalia vibrações naturais do ambiente. Pesquisadores examinaram 37 pontos da pirâmide, incluindo câmaras internas, passagens, poços e o solo ao redor.
Metodologia
As medições abrangeram áreas internas e externas, com foco na resposta estrutural diante de vibrações. O objetivo foi verificar se a pirâmide apresenta zonas de vibração mais frágeis, comuns em edifícios modernos.
Os dados mostraram variações entre 2 e 2,6 hertz em todos os pontos avaliados. A homogeneidade da estrutura indicaria distribuição uniforme de tensões sísmicas durante tremores.
Além disso, o terreno ao redor registrou vibração próxima de 0,6 hertz. A diferença entre as frequências interna e externa reduz o risco de ressonância, contribuindo para a estabilidade.
Resultados e implicações
O estudo destaca que a amplificação sísmica cresce com a altura, mas estabiliza depois de cerca de 48 metros. Esse comportamento seria uma estratégia arquitetônica para mitigar efeitos de abalos.
Conforme os pesquisadores, a ausência de zonas frágeis e a distribuição de vibrações reforçam a resiliência da Grande Pirâmide frente a terremotos. O trabalho acrescenta dados sobre o savoir-faire construtivo do Antigo Egito.
Entre na conversa da comunidade