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Mau humor na adolescência nem sempre é culpa dos hormônios, diz endocrinologista

Endocrinologista diz que ambiente familiar e social molda comportamento adolescente, não apenas hormônios

Comportamento dos adolescentes pode ser moldado pelo ambiente
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  • A endocrinologista Angela Maria Spinola e Castro afirma que o ambiente familiar e social pode influenciar o comportamento na adolescência, nem sempre devido aos hormônios.
  • Em dois casos apresentados, uma menina com puberdade precoce tinha traços infantilizados e dependência da mãe; no outro, não havia sinais hormonais, mas comportamento típico da adolescência.
  • Segundo a médica, os hormônios abrem janelas neurobiológicas, mas o ambiente constrói a identidade.
  • Há necessidade de dissociar puberdade hormonal do comportamento e considerar a influência do ambiente nas atitudes do adolescente.
  • Spinola e Castro ressalta que há uma superestimação de que tudo é culpa dos hormônios; tratar os hormônios é importante, mas ajustar o comportamento ao ambiente é indispensável.

A endocrinologista Angela Maria Spinola e Castro afirmou que nem sempre o mau humor e a rebeldia da adolescência são causados apenas pelos hormônios. Ela participou de um congresso pediátrico onde apresentou essa perspectiva.

A médica, que é membro da diretoria da SBEM-SP, destacou que o ambiente familiar e social pode moldar o comportamento dos jovens. Segundo ela, contextos externos influenciam atitudes típicas da adolescência, além das mudanças hormonais.

No congresso, Angela apresentou dois casos de meninas com 8 anos. No primeiro, puberdade precoce confirmada por exames, mas com traços infantilizados, dependência materna e pouca confrontação. No segundo, sem sinais hormonais, com comportamento adolescente.

Ambientes que influenciam o comportamento

A pesquisadora reforçou que hormônios abrem janelas neurobiológicas, mas o ambiente constrói a identidade. Tratamentos para puberdade precoce podem frear o desenvolvimento, porém não eliminam a rebeldia causada por redes sociais e por modelos familiares.

Ela destacou a necessidade de dissociar puberdade hormonal de atitudes adolescentes e considerar o papel do ambiente. A terapeuta afirma que a hiperestimativa de culpa aos hormônios não ajuda, e que ajustar o comportamento ao contexto é fundamental.

Angela concluiu que tratar hormônios é importante, mas sintonizar o comportamento ao ambiente é indispensável. A visão apresentada orienta médicos e pais a olhar além da puberdade para entender as atitudes da juventude.

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