- Pesquisadores analisaram a atividade elétrica do cérebro durante o sono em pessoas que praticam meditação em nível avançado.
- Descobriram que a “idade cerebral” dessas pessoas é quase seis anos inferior à idade cronológica.
- A medida foi feita por meio de eletroencefalogramas, e não de ressonância magnética.
- A ideia é entender a neuroplasticidade e o papel da meditação no envelhecimento do sistema nervoso, sem sugerir milagres.
- Os autores ressaltam que o estudo precisa ser aplicado a uma população maior para extrapolar os resultados.
A pesquisa avaliou o cérebro de pessoas que praticam meditação e revelou um efeito surpreendente durante o sono: a chamada idade cerebral seria quase seis anos menor do que a idade cronológica, entre meditadores experientes. O estudo foi publicado na revista Mindfulness.
Os pesquisadores não recorreram à ressonância magnética. Em vez disso, analisaram a atividade elétrica do cérebro via EEG durante o sono, buscando padrões que ajudam a estimar a idade cerebral.
Para calcular o índice, utilizaram algoritmos que interpretam as ondas cerebrais durante o sono. O objetivo é relacionar tipos de ondas a faixas etárias do cérebro, distinguindo sinais de envelhecimento de processos de plasticidade.
Apesar do resultado promissor, a amostra é moderada e ainda é necessário aplicar o estudo a um grupo maior para confirmar a extrapolação dos dados, especialmente para a população em geral.
A descoberta reforça o interesse pela neuroplasticidade associada à prática meditativa, mas alerta: não se trata de rejuvenescimento milagroso nem de afirmação definitiva sobre efeitos duradouros.
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