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Riscos do encolhimento de áreas verdes nas cidades

Espraiamento urbano reduz áreas verdes, eleva enchentes e agrava a crise de água; exige planejamento integrado e soluções baseadas na natureza

Espraiamento urbano é o nome dado para o crescimento horizontal e desordenado das cidades substituindo as áreas verdes – Foto: Marcos Santos/USP Imagens
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  • O crescimento desordenado das cidades reduz áreas verdes, afetando rios e córregos e services como regulação do clima e ciclo da água.
  • A pesquisadora Amarilis Lucia Casteli Figueiredo Gallardo alerta que a substituição de áreas naturais por construções aumenta o escoamento da água da chuva, elevando o risco de enchentes, sobretudo em regiões mais baixas.
  • A retirada de florestas e a troca por áreas agrícolas prejudicam a evapotranspiração, o que pode alterar o regime de chuvas e agravar crises de abastecimento em reservatórios.
  • No estado de São Paulo, o espraiamento urbano apresenta expansões significativas em cidades como Ribeirão Preto (218%), São José do Rio Preto (231,8%), Jundiaí (203,6%) e São José dos Campos (cerca de 103%).
  • Soluções defendidas incluem planejamento integrado de habitação, transporte e emprego, além de soluções baseadas na natureza (jardins de chuva, parques lineares) e uso de geoprocessamento para orientar políticas públicas.

Amarilis Lucia Casteli Figueiredo Gallardo alerta para o avanço do espraiamento urbano e a redução de áreas verdes, consequência do crescimento desordenado das cidades. O tema envolve planejamento urbano e preservação ambiental.

A pesquisadora explica que a substituição de áreas naturais por construções aumenta o escoamento da água da chuva, eleva o risco de enchentes e agrava episódios de alagamento, sobretudo em regiões mais baixas.

Ao mesmo tempo, a perda de florestas e a expansão agrícola reduzem a evapotranspiração, o que pode alterar o regime de chuvas e agravar crises de abastecimento de água em reservatórios.

No Estado de São Paulo, o espraiamento é destacado em cidades como Ribeirão Preto (218% de expansão), São José do Rio Preto (231,8%), Jundiaí (203,6%) e São José dos Campos (cerca de 103%).

Essa dinâmica não afeta apenas o meio ambiente; também provoca segregação socioespacial, com moradores de áreas mais afastadas enfrentando dificuldades de acesso a moradia, transporte, saúde e educação.

Para enfrentar o problema, a especialista defende uma abordagem multidisciplinar, com políticas públicas integradas que atuem na raiz da urbanização desordenada.

Entre as medidas, estão modelos matemáticos, geoprocessamento e simulações para orientar ações de habitação, transporte, emprego e proteção ambiental.

Ela também propõe soluções baseadas na natureza, como jardins de chuva, parques lineares e áreas de proteção ambiental, para melhorar a infiltração da água no solo e reduzir enchentes.

A pesquisadora ressalta o papel das universidades e da pesquisa científica na criação de diagnósticos, tecnologias e diretrizes para cidades mais sustentáveis.

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