- Astronautas da Estação Espacial Internacional seguem pesquisando a produção de grande quantidade de células-tronco para terapias na Terra, por meio do processo de “expansão”.
- A investigação InSPA-StemCellEX-H2 busca demonstrar a produção em escala de células-tronco hematopoéticas para uso farmacêutico e clínico, usando um biorreator em microgravidade.
- Em ambiente de microgravidade, as células permanecem em estado de alta qualidade durante a expansão, segundo os especialistas.
- A expectativa é que esse método aumente o potencial de expansão das células e reduza o risco de rejeição quando usadas em pacientes.
- Amostras de células serão congeladas na ISS e retornadas à Terra para análises adicionais sobre a expansão em microgravidade.
O projeto InSPA-StemCellEX-H2 continua na Estação Espacial Internacional, buscando produzir grandes volumes de células-tronco para terapias na Terra. A iniciativa faz parte da missão Expedition 74, com foco na expansão de células hematopoéticas.
A pesquisa utiliza células derivadas do próprio corpo humano para ampliar o estoque de células para uso clínico. Embora seja possível expandir células em terra, o processo tem limitações que afetam a diferenciação em diferentes componentes do sangue.
Segundo especialistas, o ambiente de microgravidade favorece a manutenção da qualidade das células durante a expansão, o que pode elevar o potencial de ampliação e reduzir riscos de rejeição em pacientes. Experimentos envolvem bioreatores criados pela BioServe e parcerias com a Mayo Clinic.
Avanços e participação
A astronauta NASA Jessica Meir atua no experimento InSPA-StemCellEX-H2 dentro da Glovebox de Ciências da Vida. Amostras são congeladas no espaço para retorno à Terra e análise adicional.
O pesquisador Tobias Niederwieser, da BioServe Space Technologies, ressalta que o espaço propicia condições estáveis para manter as células em estado de alta qualidade durante a expansão. A expectativa é ampliar o fornecimento de células para pacientes com leucemia e outras doenças do sangue.
A pesquisa demonstra a colaboração entre instituições acadêmicas e empresas, permitindo testar tecnologias médicas inovadoras no espaço. Os resultados podem influenciar tratamentos on Earth, levando a terapias mais confiáveis e acessíveis.
A equipe planeja avaliar a viabilidade clínica das células geradas e o potencial de uso farmacêutico, com foco em aplicações futuras. O objetivo final é beneficiar pacientes em hospitais ao redor do mundo com soluções baseadas em células expandida em microgravidade.
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