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Pesquisadores brasileiros criam molécula contra malária resistente

Moléculas peptidiomiméticas, criadas pela USP e UFSCar, atuam contra cepas resistentes de malária em laboratório, potencializando novas opções terapêuticas

Estudo brasileiro aponta nova estratégia para enfrentar uma das doenças mais letais e traz esperança de um tratamento eficaz - (crédito: freepik kjpargeter)
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  • Pesquisadores da USP e da UFSCar desenvolveram uma nova classe de moléculas peptidiomiméticas que atuam contra cepas resistentes do Plasmodium falciparum em testes de laboratório.
  • O estudo foi liderado pela professora Arlene Gonçalves Corrêa, da UFSCar, e pelo pesquisador Rafael Victorio Carvalho Guido, da USP, e publicado na revista ACS Omega.
  • As moléculas atacam o parasita sem prejudicar células humanas e mostraram eficácia mesmo em formas resistentes a tratamentos tradicionais, como a cloroquina.
  • Podem ser usadas em combinação com a artemisinina, oferecendo efeito mais lento e duradouro para eliminar parasitas resistentes.
  • Dados da OMS apontam que a malária continua entre as doenças mais graves, com centenas de milhões de casos e dezenas de milhares de mortes anuais; o estudo aponta potencial para fármacos mais eficazes no futuro.

Pesquisadores da Universidade de São Paulo (USP) e da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar) identificaram uma nova classe de moléculas que atua contra cepas resistentes do Plasmodium falciparum, o parasita causador da malária. Os resultados foram obtidos em testes de laboratório e divulgados na revista ACS Omega.

As moléculas, chamadas peptidiomiméticos, conseguem agir sobre o parasita sem comprometer células humanas. Em experimentos, mostraram eficácia até mesmo em variantes que já não respondem a tratamentos tradicionais, como a cloroquina.

Sobre o estudo

A pesquisa foi liderada pela professora Arlene Gonçalves Corrêa (UFSCar) e pelo pesquisador Rafael Victorio Carvalho Guido (USP). O trabalho envolveu equipes vinculadas a centros de pesquisa financiados pela FAPESP.

Os peptidiomiméticos podem ser usados em combinação com a artemisinina, o principal tratamento atual. Enquanto a artemisinina atua rapidamente, os novos compostos promovem efeito mais lento e duradouro, ajudando a eliminar parasitas resistentes.

Contexto global

A malária continua entre as doenças mais graves do mundo. Estima-se que, em 2023, houve 263 milhões de casos e quase 600 mil mortes, segundo o World Malaria Report 2024 da OMS. Os resultados apontam para a possibilidade de desenvolver medicamentos mais eficazes e seguros no futuro.

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