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Este mamífero amamenta por até 6,5 anos, entre os mais longos do mundo

Estudo revela que orangotangos-de Bornéu amamentam por pelo menos seis anos e meio, evidenciando lactação prolongada entre mamíferos

Hellen e Lucy observam os pesquisadores de um ponto mais alto da copa das árvores. Área de Conservação do Vale de Danum, Sabah, Malásia. — Foto: Takumi Tsutaya
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  • Pesquisadores analisaram amostras fecais de orangotangos-de-bornéu na Malásia e no Japão e identificaram proteínas do leite, indicando desmame aos seis anos e meio ou mais.
  • O estudo, publicado em 25 de maio na revista Communications Biology, acompanhou vinte filhotes na Área de Conservação do Vale de Danum, em Sabah, ao longo de dois anos e sete meses.
  • Proteínas do leite correlacionaram-se com defesas biológicas mais fortes e maior presença de microrganismos intestinais benéficos, conforme o consumo de leite.
  • Os autores destacam que orangotangos possuem ciclo de vida lento, com longos intervalos entre partos, o que pode favorecer a sobrevivência, mas aumenta a vulnerabilidade da espécie.
  • A proteômica fecal mostrou que a amamentação prolongada é um componente essencial do ciclo de vida dessa espécie, abrindo caminhos para entender comportamento e fisiologia de animais selvagens.

Ao analisar amostras fecais de orangotangos-de-bornéu, pesquisadores da Malásia e do Japão identificaram proteínas do leite que indicam amamentação por seis anos e meio de idade. O estudo, publicado em 25 de maio na revista Communications Biology, aponta um período de lactação mais longo do que o esperado.

As amostras foram coletadas ao longo de dois anos e sete meses na Área de Conservação do Vale de Danum, em Sabah, na Malásia. Os humanos não participaram; o foco foi o leite presente nas fezes dos filhotes selvagens.

Variações proteicas indicam que quanto mais leite o filhote consome, mais robustas ficam as defesas biológicas e a composição de micro-organismos benéficos no intestino. Esses fatores podem estar ligados à alta sobrevivência dos filhotes, apesar da vulnerabilidade da espécie.

Metodologia e principais descobertas

A equipe empregou proteômica fecal, técnica que identifica proteínas nas fezes para inferir o uso do leite materno ao longo do tempo. O conjunto de evidências sugere que a amamentação prolongada é parte essencial do ciclo de vida lento dos orangotangos.

Os autores ressaltam que esse padrão atualizado ajuda a entender a biologia da espécie, que hoje é classificada como ameaçada de extinção pela IUCN. O estudo reforça a importância de estratégias de conservação que levem em conta o tempo longo de lactação.

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