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Mães orangotangos amamentam por pelo menos seis anos e meio, aponta estudo

Estudo aponta amamentação contínua de orangotangos até seis anos e meio, influenciando sobrevivência e recuperação lenta da espécie, com urgência na proteção de habitats

Um orangotango e seu filhote na natureza — Foto: Getty Images
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  • Estudo publicado na Nature Communications Biology revela que filhotes de orangotango são amamentados continuiamente por pelo menos seis anos e meio de vida.
  • Pesquisadores usaram proteômica fecal, técnica que identifica proteínas do leite nas fezes para confirmar o aleitamento.
  • Os resultados foram obtidos com amostras coletadas ao longo de dois anos e sete meses na Área de Conservação do Vale de Danum, em Sabah, Bornéu.
  • Em todas as 20 amostras de filhotes com menos de seis anos e meio, foram detectadas proteínas do leite, indicando amamentação nesse período.
  • A amamentação prolongada é associada à alta taxa de sobrevivência dos filhotes e à estratégia reprodutiva lenta, ressaltando a necessidade de proteger habitats de orangotangos, espécie criticamente ameaçada.

O estudo, publicado nesta semana na Nature Communications Biology, mostra que mães orangotango amamentam seus filhotes por pelo menos seis anos e meio. A pesquisa envolveu uma equipe internacional e ocorreu na Área de Conservação do Vale de Danum, em Sabah, Bornéu.

Os pesquisadores usaram proteômica fecal para identificar proteínas específicas do leite nas fezes. A técnica permite confirmar, de forma direta, se o filhote ainda consome leite materno.

Ao longo de dois anos e sete meses, foram coletadas 20 amostras de fezes de filhotes identificados. Quase todas apresentaram proteínas do leite, indicando amamentação contínua até pelos menos seis anos e meio de idade.

Os autores ressaltam que a amamentação prolongada pode sustentar altas taxas de sobrevivência e contribuir para a estratégia reprodutiva lenta dos orangotangos. A conclusão destaca a vulnerabilidade de populações criticamente ameaçadas pela perda de habitat.

A pesquisa enfatiza a urgência de conservar os bosques remanescentes de florestas tropicais, já que a recuperação demográfica dessas populações é lenta. Proteção de habitats é apresentada como prioridade para evitar o declínio contínuo.

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