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Tamiflu reduz internações por influenza em 52% com uso precoce

Tamiflu pode reduzir até 52% as hospitalizações por influenza quando iniciado nas primeiras 48 horas, com maior benefício em grupos de alto risco

Tamiflu pode reduzir em 52% as hospitalizações por influenza; uso precoce é considerado essencial — Foto: Adobe Stock
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  • Tamiflu (oseltamivir) pode reduzir até 52% as hospitalizações por influenza quando iniciado precocemente, nas primeiras 48 horas de sintomas.
  • Entre os óbitos por vírus respiratórios, 57% estavam associados à influenza; o antiviral também pode reduzir o risco de morte em até 38%.
  • Até 16 de maio, o Brasil registrou mais de oito mil casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave por influenza, cerca de setenta por cento a mais que no mesmo período de 2025.
  • Do total de hospitalizações por SRAG com identificação de vírus, 43% foram provocadas pelo Vírus Sincicial Respiratório, 23% pela influenza e 21% pelo rinovírus; 31.775 internações foram registradas nessa categoria.
  • Vacinação continua como principal forma de prevenção, com mais de 26,4 milhões de doses aplicadas; Ministério da Saúde mantém alerta em quase todos os estados e reforça uso do antiviral para grupos de risco.

O Tamiflu pode reduzir em até 52% as hospitalizações por influenza quando iniciado nas primeiras 48 horas após o surgimento dos sintomas. A avaliação é feita por infectologistas ouvidos pelo g1, em meio ao aumento de SRAG ligado à influenza no país.

Até 16 de maio, o Brasil registrou mais de 8 mil casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave por influenza, 70% a mais que no mesmo período de 2025. Ao todo, 31.775 internações por SRAG com identificação de vírus respiratório já foram contabilizadas.

Entre os óbitos associados a vírus respiratórios, 57% tiveram relação com influenza. Dados são acompanhados por profissionais de saúde e pelo Ministério da Saúde, que cita cenário de alerta em praticamente todos os estados.

Uso precoce do antiviral

O antiviral oseltamivir, comercialmente conhecido como Tamiflu, apresenta melhores resultados quando iniciado nos primeiros dois dias de sintomas. O medicamento é indicado para pacientes com diagnóstico de influenza e pode reduzir a duração da doença, bem como evitar casos graves.

Segundo o Ministério da Saúde, o Tamiflu é recomendado para pessoas com risco de agravamento e para casos de SRAG, mesmo sem confirmação laboratorial. O protocolo prioriza grupos de maior risco, como idosos, gestantes, imunossuprimidos e pessoas com doenças crônicas.

Benefícios observados

Estudos citados por especialistas apontam redução de cerca de um dia na duração dos sintomas e diminuição de 40% a 50% das complicações leves em adultos. Em grupos de alto risco, a queda chega a 28%, com 52% de redução de hospitalizações e 18% de diminuição da mortalidade entre idosos.

Especialistas ressaltam que os benefícios tendem a diminuir quando o tratamento é iniciado tarde, especialmente após pneumonia ou outras complicações. O objetivo é acenar para menos dias de sintomas, menor gravidade e impedimento de evolução grave.

Limitações de testagem

Apesar da importância do diagnóstico, testes para influenza não são realizados com regularidade em emergências. Custos e dificuldades de reembolso por convênios costumam afastar a realização de exames, segundo especialistas.

Para pacientes de risco, o resultado do teste nem always altera a conduta, pois o antiviral pode ser indicado sem confirmação laboratorial. Assim, os testes aparecem com mais frequência em pacientes hospitalizados e para vigilância epidemiológica.

Vacinação como estratégia

O Ministério da Saúde aponta a vacinação como principal medida de prevenção contra casos graves, internações e mortes por influenza. Já foram aplicadas mais de 26,4 milhões de doses, com foco em crianças, idosos, gestantes, profissionais de saúde e pessoas com doenças crônicas.

O governo também informou ter distribuído mais de 615 mil testes RT-PCR para vírus respiratórios aos estados neste ano, com novas remessas previstas.

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