- Uma pílula chamada daraxonrasib quase dobrou o tempo de sobrevida de pacientes com câncer de pâncreas avançado, em comparação com quimioterapia, segundo um estudo com 500 pacientes.
- No estudo, a sobrevida média foi de 6,6 meses com quimioterapia e 13,2 meses com daraxonrasib, com menos efeitos colaterais.
- O tratamento foi aprovado para tumores que apresentam mutação específica no gene KRAS, presente em mais de 90% dos cânceres de pâncreas.
- O estudo, liderado por cientistas norte-americanos, foi apresentado no encontro anual da Sociedade Americana de Oncologia Clínica (ASCO) em Chicago.
- Em comparação com quimioterapia, 43,6% dos pacientes em daraxonrasib tiveram efeitos adversos graves, versus 57,5% no grupo quimioterapia.
O medicamento daraxonrasib quase dobrou o tempo de sobrevida de pacientes com câncer de pâncreas avançado, segundo um estudo apresentado na conferência anual da Sociedade Americana de Oncologia Clínica (ASCO) em Chicago. O tratamento diário mostrou-se superior à quimioterapia em termos de eficácia e tolerabilidade.
O ensaio randomizado contou com 500 pacientes: 248 receberam daraxonrasib e 252, quimioterapia. A maioria apresentava mutações específicas no gene KRAS, presente em mais de 90% dos tumores pancreáticos. A mediana de sobrevida foi de 13,2 meses no grupo que recebeu o fármaco, frente a 6,6 meses no grupo quimioterapia.
Além de ampliar a sobrevida, o daraxonrasib teve menos efeitos colaterais graves. Foram 43,6% de eventos graves no grupo com o fármaco, frente a 57,5% entre os pacientes com quimioterapia. O tratamento é tomado uma vez ao dia, com perfil de tolerabilidade destacado pelos pesquisadores.
Rachna Shroff, chefe de hematologia/oncologia no University of Arizona Cancer Center, afirmou que os resultados são “transformadores” para pacientes metastáticos com mutação KRAS. O estudo reforça a importância de novas opções terapêuticas para o câncer de pâncreas, uma doença com alta mortalidade.
No Reino Unido, o câncer de pâncreas tem cerca de 11.500 diagnósticos anuais e aproximadamente 10.200 mortes, segundo Cancer Research UK. A doença costuma ser diagnosticada tardiamente, dificultando o tratamento e aumentando o risco de mortalidade.
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