- Estudo aponta que, em mulheres na pós-menopausa com sobrepeso ou obesidade, a terapia hormonal pode intensificar a perda de peso associada à tirzepatida (Mounjaro).
- Foram analisadas 120 participantes, com 40 fazendo reposição hormonal sistêmica e 80 sem o tratamento; a idade média foi de 56 anos.
- Ao fim do acompanhamento, houve redução média de 19,2% no peso corporal no grupo com terapia hormonal, contra 14% no grupo apenas com tirzepatida.
- Em termos relativos, a perda de peso foi cerca de 35% maior entre quem recebia reposição hormonal. Também houve maior proporção de mulheres que perderam pelo menos 20%, 25% ou 30% do peso.
- O estudo é observacional e não estabelece causalidade; outros fatores, como hábitos de vida, podem ter influenciado os resultados, e mais pesquisas são necessárias antes de mudanças na prática clínica.
O estudo publicado na The Lancet Obstetrics, Gynaecology & Women’s Health avaliou 120 mulheres na pós-menopausa com sobrepeso ou obesidade tratadas com tirzepatida por pelo menos 12 meses. Destas, 40 usavam reposição hormonal sistêmica.
Ao final do acompanhamento, houve redução média de 19,2% no peso corporal entre quem fazia terapia hormonal, frente 14% no grupo sem reposição. A perda de peso relativa foi cerca de 35% maior com a combinação.
A diferença também aparece na proporção de mulheres que atingiram reduções de 20%, 25% ou 30% do peso, com maiores proporções no grupo hormonal. Melhoras em glicemia, pressão arterial e enzimas hepáticas foram observadas em ambos os grupos.
O Estudo
Liderado pela Clínica Mayo, o estudo é observacional e retrospectivo, identificando associação, não causalidade. Fatores como hábitos de vida e acompanhamento médico podem ter influenciado os resultados.
Implicações na prática
A reposição hormonal não deve ser indicada apenas para emagrecimento; é destinada a sintomas do climatério, com avaliação individual. Riscos como trombose, AVC e câncer de mama devem ser considerados.
Limitações e próximos passos
Os autores ressaltam necessidade de ensaios controlados, com maior número de participantes e diversidade. A hipótese sugere que o estrogênio pode influenciar a resposta aos GLP-1, mas não há comprovação conclusiva.
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