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Astrônomos descobrem planetas com campos magnéticos fora do Sistema Solar

Exoplanetas apresentam ventos de até 25.000 km/h, sugerindo campos magnéticos cerca de quatro vezes o de Saturno e metade do de Júpiter

Representação artística de um sol laranja flamejante à esquerda e um planeta marrom-claro à direita, envolto por linhas azuis brilhantes que simulam um campo magnético
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  • Pesquisadores indicam evidências de exoplanetas magnéticos, em estudo publicado na Nature Astronomy, com dados de observações do VLT e do Gemini Norte.
  • A análise envolveu ventos atmosféricos de sete exoplanetas em diferentes sistemas, com características semelhantes a Júpiter.
  • Os ventos variaram entre cerca de 7.200 km/h e mais de 25.000 km/h; planetas mais quentes apresentaram ventos mais lentos.
  • A relação entre temperatura e velocidade do ar levou à conclusão de que campos magnéticos atuam como freio na atmosfera.
  • A estimativa é de que os campos magnéticos desses exoplanetas sejam aproximadamente quatro vezes mais fortes que o de Saturno e about pela metade da intensidade do de Júpiter.

Astrônomos apresentaram evidências fortes de que alguns exoplanetas podem possuir campos magnéticos, segundo estudo publicado na Nature Astronomy. O trabalho utiliza dados do Very Large Telescope (VLT/ESO) no Deserto do Atacama, Chile, e do Gemini Norte, no Havaí, EUA, coletados até esta semana.

A pesquisa mediu ventos atmosféricos de sete exoplanetas parecidos com Júpiter, grandes, gasosos e próximos às suas estrelas hospedeiras com rotação sincronizada. Os ventos variaram entre 7.200 km/h e mais de 25.000 km/h, fenômeno ligado a grandes diferenças de temperatura entre face diurna e noturna.

Os cientistas observaram que, quanto mais quente o planeta, mais lento é o vento atmosférico. A explicação apontada envolve campos magnéticos que atuariam como freio para partículas da atmosfera, como ocorre na Terra. A partir dessas relações, foi possível inferir a intensidade dos campos magnéticos.

Exoplanetas magnéticos: dados e implicações

A análise levou à estimativa de que o magnetismo nesses exoplanetas é aproximadamente quatro vezes maior que o de Saturno e cerca de metade da intensidade do campo de Júpiter. Os resultados ajudam a entender a possível influência de campos magnéticos na evolução atmosférica de mundos além do Sistema Solar.

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