- Estudo com 492 mulheres com câncer de mama RH positivo, sem metástase, avaliou dieta mediterrânea de baixo índice glicêmico, caminhada rápida de 30 minutos diários e suplementação de vitamina D por 33 semanas.
- Mulheres que adotaram as intervenções tiveram redução de 76% no risco de retorno da doença em comparação com o grupo que recebeu apenas orientação de dieta e exercício.
- Dieta priorizou vegetais verdes, leguminosas e outros alimentos de baixo índice glicêmico; caminhada diária de meia hora.
- Benefícios adicionais aparecem na relação com a síndrome metabólica, com maior probabilidade de sair do quadro entre quem seguiu o programa, em 2,5 vezes mais.
- Autora do estudo destaca que hábitos saudáveis pós-diagnóstico podem reduzir riscos e trazer benefícios cardiometabólicos, além de favorecer o manejo da doença.
Comunicado: estudo apresentado na Asco, em Chicago, aponta benefícios de dieta, exercícios e vitamina D para pacientes com câncer de mama. O trabalho envolveu 45 mil especialistas e pesquisadores que acompanharam 492 mulheres com o tumor mais comum, RH positivo, sem metástases. A intervenção combinada mostrou redução de 76% no risco de retorno da doença.
A pesquisa italiana recomendou a adoção da dieta mediterrânea com baixo índice glicêmico, prática de caminhada rápida de 30 minutos diários e suplementação de vitamina D, associada à deficiência hormonal relacionada a desfechos desfavoráveis. O grupo participante manteve o acompanhamento por 33 semanas.
Redução de risco e implicações
Entre as voluntárias que aderiram às mudanças, houve queda significativa no aparecimento de novas lesões. O efeito também inclui benefícios metabólicos, já que a síndrome metabólica aumenta o risco de recidiva em pacientes com câncer de mama.
Os resultados sugerem que, após diagnóstico e tratamento, hábitos saudáveis podem contribuir para desfechos mais favoráveis. Limitar o índice glicêmico e realizar atividade física regular aparecem como componentes-chave do manejo integrado da doença.
Estudos anteriores já associavam atividades físicas à redução da mortalidade e à vida útil em pacientes com câncer de mama. A prática diária de caminhada combinada a dieta rica em frutas, vegetais e legumes reforça o conjunto de estratégias não farmacológicas.
O estudo foi conduzido com 492 mulheres de 30 a 74 anos. A intervenção durou 33 semanas, comparando grupo ativo com grupo que recebeu orientação de dieta mediterrânea de baixo índice glicêmico e estímulo à redução do sedentarismo.
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