- A autópsia da baleia-jubarte conhecida como Timmy confirmou que o animal era fêmea; o exame ocorreu ao longo de várias horas na noite de quinta-feira, em Anholt, Dinamarca, mas não apurou a causa da morte.
- Na manhã de sexta-feira, os restos foram removidos da praia e o transporte final dos resíduos deve ocorrer nos próximos dias.
- O procedimento não identificou lesões que expliquem a morte; parasitas encontrados nos rins não são considerados causadores, e não havia redes ou objetos no estômago.
- Foram coletadas amostras de órgãos para análises laboratoriais, com os resultados previstos para meses; a identificação do útero confirmou o sexo, sem indicar gestação recente.
- Partes da carcaça serão utilizadas para pesquisa científica, com alguns ossos destinados ao Museu de História Natural de Copenhague; o caso ganhou repercussão internacional.
A baleia-jubarte conhecida como Timmy morreu após ser encalhada repetidamente no mar Báltico e depois encontrada morta na ilha de Anholt, Dinamarca. A autópsia realizada na Dinamarca confirmou o sexo do animal como fêmea, mas não apontou a causa da morte. Os restos foram removidos da praia na sexta-feira.
Especialistas iniciaram o exame com o animal ainda em avançado estado de decomposição, coletando amostras de fígado e rins para análises que devem durar meses. Não foram identificadas lesões óbvias, nem restos de redes de pesca no estômago ou na boca.
O útero foi identificado, confirmando que Timmy não estava grávida recentemente. Durante o procedimento, partes da carcaça foram separadas para liberar gases e facilitar a inspeção interna. Parasitas presentes nos rins não foram considerados causadores da morte.
A autópsia teve natureza científica, buscando informações sobre morcejo e comportamento das baleias-jubarte em encalhes. Segundo a equipe, estudos em mar aberto são desafiadores, o que torna encalhes uma oportunidade rara de pesquisa.
Parte do material será preservada para fins científicos, com alguns ossos devendo integrar o acervo do Museu de História Natural de Copenhague. Os resíduos serão transportados por empresas especializadas para processamento.
O caso ganhou repercussão internacional após uma sequência de encalhes e uma operação de resgate amplamente divulgada. Timmy foi avistada pela primeira vez em março de 2026, na costa alemã, longe de seu habitat natural, no Atlântico.
Especialistas discutiram a intervenção de resgate, com críticas e apoios à operação, que envolveu financiamento privado. Mesmo diante da mobilização, as chances de recuperação eram consideradas baixas por diversos biólogos.
Agora, com os resultados da autópsia, pesquisadores aguardam análises laboratoriais adicionais para esclarecer as causas da morte e ampliar o conhecimento sobre a espécie, contribuindo para decisões futuras em situações semelhantes.
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