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Comprimido promissor pode salvar rins e evitar diálise no futuro

Finerenona, já usada para proteger rins em diabetes tipo 2, também beneficia quem não tem diabetes com doença renal crônica, retardando a queda da função renal e reduzindo riscos

Doença renal crônica: problema afeta cerca de 10% da população brasileira (Foto: GI/Getty Images)
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  • Estudo publicado no New England Journal of Medicine avaliou finerenona, medicamento já usado para proteção renal em diabetes tipo 2, em pessoas sem diabetes com doença renal crônica.
  • Ensaio envolveu 1.584 adultos com doença renal crônica e proteínúria elevada, sem diagnóstico de diabetes, randomizados para finerenona ou placebo por 32 meses.
  • A função renal reduziu menos rapidamente no grupo financiado com finerenona: queda anual da taxa de filtração glomerular de 3,3 mL/min/1,73 m² versus 4 mL/min/1,73 m² no grupo placebo.
  • O tratamento reduziu em 23% o risco de desfecho composto de piora renal, insuficiência renal, internação por insuficiência cardíaca ou morte cardiovascular (13,9% vs 16,9%).
  • O efeito adverso mais comum foi o aumento do potássio no sangue (17% com finerenona vs 13,3% com placebo); casos graves foram raros e exigem monitoramento.

O medicamento finerenona, já utilizado para proteger os rins de pacientes com diabetes tipo 2, mostrou benefícios também em pessoas sem diabetes com doença renal crônica. O estudo publicado no New England Journal of Medicine aponta proteção renal adicional nessa população não diabética.

A pesquisa avaliou 1.584 adultos com doença renal crônica e proteinúria, sem diagnóstico de diabetes. Os participantes recebiam tratamento padrão e foram randomizados para receber finerenona ou placebo por 32 meses. Os resultados sugerem benefício relevante na preservação da função renal.

Ao longo do estudo, a taxa de queda da função renal foi menor no grupo que recebeu finerenona, com queda anual de 3,3 mL/min/1,73 m² frente a 4 mL/min/1,73 m² no grupo placebo. Também houve redução de 23% no risco de desfechos graves, como piora renal, falência renal, internação por insuficiência cardíaca ou morte cardiovascular (13,9% vs 16,9%).

Aprofundamento dos resultados

Os autores destacam que o desenho do estudo priorizou a velocidade de perda da função renal, e os desfechos clínicos devem ser interpretados com cautela. O efeito adverso mais comum foi o aumento de potássio no sangue: 17% no grupo finerenona contra 13,3% no placebo, com poucos casos graves. O monitoramento laboratorial é recomendado durante o tratamento.

Implicações e contexto

A conclusão é de que a finerenona pode ampliar a proteção renal para além de pacientes com diabetes, incluindo indivíduos sem a doença que também correm risco elevado de progressão para falência renal e complicações cardiovasculares. Pesquisas futuras devem confirmar os resultados clínicos e orientar diretrizes de uso.

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