- Estudo publicado no New England Journal of Medicine avaliou finerenona, medicamento já usado para proteção renal em diabetes tipo 2, em pessoas sem diabetes com doença renal crônica.
- Ensaio envolveu 1.584 adultos com doença renal crônica e proteínúria elevada, sem diagnóstico de diabetes, randomizados para finerenona ou placebo por 32 meses.
- A função renal reduziu menos rapidamente no grupo financiado com finerenona: queda anual da taxa de filtração glomerular de 3,3 mL/min/1,73 m² versus 4 mL/min/1,73 m² no grupo placebo.
- O tratamento reduziu em 23% o risco de desfecho composto de piora renal, insuficiência renal, internação por insuficiência cardíaca ou morte cardiovascular (13,9% vs 16,9%).
- O efeito adverso mais comum foi o aumento do potássio no sangue (17% com finerenona vs 13,3% com placebo); casos graves foram raros e exigem monitoramento.
O medicamento finerenona, já utilizado para proteger os rins de pacientes com diabetes tipo 2, mostrou benefícios também em pessoas sem diabetes com doença renal crônica. O estudo publicado no New England Journal of Medicine aponta proteção renal adicional nessa população não diabética.
A pesquisa avaliou 1.584 adultos com doença renal crônica e proteinúria, sem diagnóstico de diabetes. Os participantes recebiam tratamento padrão e foram randomizados para receber finerenona ou placebo por 32 meses. Os resultados sugerem benefício relevante na preservação da função renal.
Ao longo do estudo, a taxa de queda da função renal foi menor no grupo que recebeu finerenona, com queda anual de 3,3 mL/min/1,73 m² frente a 4 mL/min/1,73 m² no grupo placebo. Também houve redução de 23% no risco de desfechos graves, como piora renal, falência renal, internação por insuficiência cardíaca ou morte cardiovascular (13,9% vs 16,9%).
Aprofundamento dos resultados
Os autores destacam que o desenho do estudo priorizou a velocidade de perda da função renal, e os desfechos clínicos devem ser interpretados com cautela. O efeito adverso mais comum foi o aumento de potássio no sangue: 17% no grupo finerenona contra 13,3% no placebo, com poucos casos graves. O monitoramento laboratorial é recomendado durante o tratamento.
Implicações e contexto
A conclusão é de que a finerenona pode ampliar a proteção renal para além de pacientes com diabetes, incluindo indivíduos sem a doença que também correm risco elevado de progressão para falência renal e complicações cardiovasculares. Pesquisas futuras devem confirmar os resultados clínicos e orientar diretrizes de uso.
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