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Novo medicamento para câncer de pâncreas quase dobra a sobrevida dos pacientes

Droga oral aumenta significativamente a sobrevida de pacientes com câncer de pâncreas e reduz em 60% o risco de morte, conforme estudo da ASCO

Igor Morbeck, oncologista da Oncoclínicas, fala ao CB.Saúde sobre novo medicamento contra o câncer de pâncreas. Na bancada, as jornalistas Carmen Souza (C) e Sibele Negromonte - (crédito: Correio Braziliense)
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  • No congresso da Asco, foi apresentado um medicamento oral que mostrou, em pacientes com câncer de pâncreas já tratados, aumento relevante da sobrevida e redução de risco de morte em 60%.
  • A sobrevida mediana praticamente dobrou entre os pacientes que receberam o inibidor da molécula associada à mutação genética RAS, em comparação com o tratamento atual.
  • Por ser uma droga-alvo, o tratamento foi menos tóxico que a quimioterapia tradicional, com taxas de abandono por toxicidade inferiores a 2%.
  • O fármaco é administrado por via oral, o que facilita adesão ao tratamento e traz diferenças nos efeitos colaterais em relação à quimioterapia.
  • Ainda na entrevista, foram discutidos temas como relação entre tratamentos inovadores, hábitos de vida saudáveis e a importância da prevenção primária na redução de fatores de risco para o câncer.

O CB.Saúde, em parceria com o Correio Braziliense e a TV Brasília, destacou uma droga oral capaz de dobrar a sobrevida de pacientes com câncer de pâncreas. O anúncio veio durante o congresso anual da Sociedade Americana de Oncologia Clínica (Asco), em Chicago.

O médico Igor Morbeck, diretor regional da Oncoclínicas, explicou que a molécula alvo do estudo atua como inibidor de uma mutação genética chamada RAS. A pesquisa avaliou pacientes já tratados, com recorrência da doença, comparando a nova droga ao tratamento atual mais eficaz.

Os resultados mostraram que a medicação aumentou significativamente a sobrevida mediana e reduziu o risco de morte em 60%. O medicamento é administrado por via oral, a depender do protocolo do estudo.

A adesão ao tratamento oral mostrou-se alta, com taxas de abandono por toxicidade inferiores a 2%. Por ser uma droga-alvo, os efeitos adversos diferem da quimioterapia tradicional, com alterações de pele entre os principais efeitos.

Avanços no tratamento do câncer de pâncreas

Os especialistas destacam que a Asco é o principal evento global da oncologia, e o estudo sobre pâncreas surge como divisor de águas diante da resistência comum a quimioterapia e radioterapia. A pesquisa sinaliza potencial de mudança no manejo da doença.

O uso de uma terapia oral também é visto como vantagem prática, principalmente por apresentar toxicidade reduzida em relação aos regimes convencionais. O estudo enfatiza, ainda, menor impacto na qualidade de vida durante o tratamento.

Prevenção e hábitos de vida

Entre os temas discutidos, a relação entre tratamentos oncológicos e medidas de interesse público reaparece. Há atenção aos impactos da obesidade, inflamação crônica e a importância de hábitos saudáveis para prevenção e complemento ao tratamento.

Especialistas reiteram que não existe substituto para a prevenção primária. Combater tabagismo, álcool em excesso, sedentarismo e dieta inadequada continua sendo essencial, como também as vacinas recomendadas, que reduzem riscos de certos tipos de câncer.

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