- O objeto interestelar 3I/ATLAS, com trajetória hiperbólica, foi analisado por cerca de sete horas em faixas de rádio entre 1 e 9 gigahertz, sem evidências de origem artificial.
- Investigadores do Allen Telescope Array (ATA) estudaram quase 74 milhões de sinais de rádio e reduziram a amostra a 211 eventos para inspeção detalhada, todos rejeitados na verificação final.
- A conclusão publicada no The Astronomical Journal é de que o visitante tem origem natural, compatível com um cometa, mesmo diante da busca por sinais tecnológicos.
- A equipe, incluindo a professora Sofia Sheikh, afirma que visitas interestelares merecem investigação para entender padrões normais e identificar eventuais anomalias no futuro.
- O estudo estabelece um protocolo rápido de resposta a novos objetos interestelares e reforça o entendimento sobre sua composição e comportamento, mesmo sem detecção de tecnoassinaturas.
Uma pesquisa independente analisa quase 74 milhões de sinais de rádio captados pelo Allen Telescope Array para verificar se o visitante interestelar 3I/ATLAS possui origem tecnológica. A conclusão é que os sinais candidatos podem ser explicados por interferência humana, não por inteligência alienígena.
O estudo, publicado no The Astronomical Journal, examinou frequências entre 1 e 9 GHz por mais de sete horas. Dos 74 milhões de ocorrências, apenas 211 passaram pela triagem, mas nenhuma resistiu à verificação final como possível tecnoassinatura.
Descoberto em julho de 2025, o 3I/ATLAS percorreu uma trajetória hiperbólica com velocidade elevada, indicando origem fora do nosso sistema. Observações mostraram atividade cometária, com nuvem de gás e poeira ao redor do núcleo, o que reforça a plausibilidade de uma origem natural.
Corrida para detectar tecnoassinaturas
A equipe realizou a observação cerca de 23 horas após a divulgação da descoberta, destacando a capacidade de resposta do observatório. A ampla faixa de rádio ampliou a cobertura em relação a buscas anteriores, com filtragem para eliminar interferências terrestres, de satélites e de outras fontes artificiais.
Valeria Garcia Lopez, coautora, afirma que o resultado demonstra o potencial das tecnologias atuais para detectar sinais. Segundo ela, continuar buscando tecnoassinaturas mesmo em objetos improváveis é essencial para entender o espaço interestelar.
O que esse resultado significa na prática?
Apesar de não ter encontrado evidências de tecnologia alienígena, o estudo estabeleceu limites para transmissões que poderiam vir das proximidades do objeto. Em frequências observadas, não houve sinais com potência acima de cerca de 10 a 110 watts, comparáveis ao consumo de alguns eletrodomésticos.
Os autores destacam o valor metodológico da campanha: reagir rapidamente a descobertas de novos objetos e submetê-los a buscas sistemáticas por possíveis sinais. Assim, campanhas similares devem se tornar rotina sempre que novos visitantes interestelares forem identificados.
Entre na conversa da comunidade