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Jejum intermitente provoca mudanças no cérebro e no intestino, segundo estudo

Jejum intermitente promove emagrecimento e mudanças no cérebro e na microbiota, sugerindo eixo intestino-cérebro que pode reduzir riscos metabólicos

Jejum altera cérebro e microbiota durante emagrecimento. (Foto: Getty Images via Canva)
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  • Estudo publicado em 2023 acompanhou 25 adultos com obesidade durante aproximadamente dois meses de restrição energética intermitente.
  • Em média, houve perda de cerca de 7,6 quilos, redução de gordura corporal e diminuição da circunferência abdominal.
  • Melhores indicadores metabólicos foram observados: queda da pressão arterial, da glicose em jejum, do colesterol e melhoria de marcadores relacionados à saúde do fígado.
  • Foram identificadas mudanças em regiões do cérebro ligadas ao controle de impulsos, à recompensa e ao apetite, associadas a alterações na microbiota intestinal.
  • O estudo sugere uma conexão integrada entre cérebro e intestino na resposta ao emagrecimento, destacando a importância do eixo intestino-cérebro para o tratamento da obesidade.

O jejum intermitente, frequentemente usado para emagrecimento, pode modificar não apenas peso, mas a comunicação entre cérebro e microbiota intestinal. Estudo publicado em 2023 investiga adultos com obesidade, acompanhando mudanças cerebrais e bacterianas durante a intervenção.

A pesquisa, publicada na Frontiers in Cellular and Infection Microbiology, foi conduzida por Jing Zhou e colaboradores. Participaram 25 adultos com obesidade, com análises de sangue, fezes e ressonância magnética funcional ao longo de dois meses de restrição energética.

Durante o protocolo, os voluntários apresentaram perda média de 7,6 kg, redução de gordura corporal e diminuição da circunferência abdominal. Dados metabólicos também mostraram queda da pressão arterial, da glicemia de jejum, do colesterol e melhoria de marcadores hepáticos.

Resultados do estudo

Dados de neuroimagem indicaram alterações em regiões associadas ao controle de impulsos, à recompensa e ao apetite. Essas mudanças sugerem uma relação entre emagrecimento e o funcionamento de circuitos cerebrais.

A microbiota intestinal apresentou alterações na composição. Algumas bactérias benéficas aumentaram, outras diminuíram, com associações observadas entre microrganismos e áreas do cérebro envolvidas em atenção, aprendizado, emoção, decisão e autocontrole alimentar.

Conexão intestino-cérebro

Os autores destacam que a comunicação entre intestino e cérebro é contínua, com bactérias produzindo substâncias que influenciam o sistema nervoso. O cérebro também modula hábitos alimentares e a microbiota, configurando uma resposta integrada no emagrecimento.

Pesquisas de 2024 continuam sugerindo que diferentes protocolos de jejum podem modificar a microbiota e favorecer mudanças metabólicas. Fatores como proteína, fibra, horário das refeições e características individuais modulam os resultados.

Implicações futuras

Os dados apontam para a possibilidade de tratamentos da obesidade que considerem o eixo cérebro-microbiota. Compreender melhor essa comunicação pode abrir novas estratégias terapêuticas, além da simples restrição calórica.

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