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Mudanças climáticas tornam chuvas na Amazônia mais sensíveis ao desmatamento

Mudanças climáticas elevam sensibilidade das chuvas ao desmatamento na Amazônia meridional, ampliando queda de precipitação até 2050

Chuvas na Amazônia: estudo om participação de pesquisadores de cinco países investigou como as mudanças climáticas globais e os padrões regionais de uso da terra interagem para influenciar os padrões de precipitação na região sul do bioma até o ano de 2050.
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  • Estudo internacional afirma que mudanças climáticas tornam o regime de chuvas na Amazônia sul mais sensível ao desmatamento.
  • Pesquisadores de Brasil, China, Austrália, Coreia do Sul e Finlândia analisaram até 2050 cenários de clima e uso da terra.
  • Projeções: floresta na região sul deve cair de 49% em 2020 para 39% em 2050; área cultivada deve crescer; pastagens aumentam de 30% para 36%.
  • Mudanças de clima associadas ao uso da terra reduzem a chuva média anual, em torno de 12,3% (baixo emissões) ou 9,4% (altas emissões); alterações combinadas: aproximadamente 13,9% (baixo) e 10,9% (alto).
  • A distribuição da chuva fica mais desequilibrada com as duas alterações atuando juntas, reforçando que o desmatamento fica ainda mais prejudicial ao regime pluviométrico e à agricultura regional.

A região sul da Amazônia pode se tornar ainda mais sensível às mudanças no regime de chuvas por causa da interação entre alterações climáticas globais e o desmatamento local. Pesquisas internacionais, com participação brasileira, investigam como essa combinação afeta a precipitação até 2050.

O estudo, publicado na Geophysical Research Letters, contou com pesquisadores da China, Austrália, Coreia do Sul, Finlândia e Brasil. O objetivo foi entender como o clima e o uso da terra, em conjunto, influenciam a chuva na região sul do bioma amazônico e até que ponto o desmatamento eleva essa vulnerabilidade.

Padrões regionais de uso da terra

A pesquisa utiliza cenários de clima de baixo e alto emissor de gases do efeito estufa, além do cenário BAU para o uso da terra. Estima-se que a cobertura florestal na área caia de 49% em 2020 para 39% em 2050. A área cultivada aumentaria 5% e as pastagens cresceriam de 30% para 36%.

Impactos previstos na precipitação

Considerando apenas o uso da terra de 2020 a 2050, a precipitação média anual cairia 1,7%. Em cenários climáticos, as reduções variam: 12,3% (baixo emissor) e 9,4% (alto emissor). Com ambos os fatores, as quedas são 13,9% (baixo) e 10,9% (alto).

Interação entre clima e desmatamento

Quando combinados, os efeitos projetam quedas de até 337,5 mm/ano no cenário de baixas emissões, e 267,2 mm/ano no cenário de altas emissões. A distribuição das chuvas fica mais desigual, com maior desequilíbrio regional sob altos impactos.

Implicações e contexto

Os resultados indicam que o desmatamento, aliado às mudanças climáticas, aumenta a vulnerabilidade do regime de chuvas na região. O estudo reforça a importância de políticas de conservação para preservar recursos hídricos e a produtividade agropecuária.

Observações finais

O artigo destaca a necessidade de reduzir o desmatamento para manter a estabilidade pluviométrica. O trabalho envolve colaboração internacional e reforça que ações de manejo do uso da terra são centrais para o futuro da região.

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