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Museu do Ipiranga adota tecnologia do Coliseu de Roma para preservação

Museu do Ipiranga adota escaneamento a laser 3D, usado no Coliseu de Roma, para criar modelo digital e gestão de conservação preventiva, com início em julho

Foto de um edifício histórico destacando pontos com diversas cores
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  • Museu do Ipiranga vai usar tecnologia de escaneamento a laser 3D, já usada no Coliseu de Roma, para monitorar e conservar o edifício após restauração.
  • O projeto é liderado pela professora Beatriz Kuhl, da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo e de Design da USP, em parceria com o laboratório Diaprem, da Universidade de Ferrara.
  • A ideia é escanear o museu por dentro e por fora, criar um modelo digital HBIM (Historic Building Information Modelling) e estabelecer um sistema de gestão da informação para manutenção preventiva.
  • A atuação visa disponibilizar dados comparáveis entre fases da obra, garantindo precisão e consistência no monitoramento do estado da edificação.
  • A iniciativa faz parte de uma linha de conservação preventiva da FAU-USP e busca antecipar problemas para evitar intervenções mais invasivas e caras.

O Museu do Ipiranga vai aplicar a mesma tecnologia de escaneamento a laser 3D utilizada no Coliseu de Roma para monitorar e preservar o edifício histórico. A iniciativa foi apresentada pela professora Beatriz Kuhl, da FAU-USP, durante a Fapesp Week Londres, realizada entre 2 e 4 de junho.

O projeto prevê o escaneamento completo do museu, interno e externo, para analisar o comportamento do prédio após restaurações recentes. O objetivo é criar um modelo HBIM, que integra dados sobre as características físicas, sistemas e elementos da edificação em um ambiente digital.

A execução técnica ficará a cargo do laboratório Diaprem, da Universidade de Ferrara, Itália. A parceria envolve pesquisadores da FAU e do CPC-USP, já com histórico de colaboração no registro do estado do monumento após as obras. A mesma equipe já havia digitalizado o edifício da FAU projetado por Vilanova Artigas.

A continuidade dessa parceria busca garantir dados comparáveis por meio da mesma metodologia e referências. Segundo Beatriz Kuhl, o planejamento rigoroso reduz imprecisões e aumenta a precisão dos resultados, que devem embasar ações de conservação preventiva no Museu do Ipiranga.

Conservação preventiva

A ação se insere em uma linha de pesquisa da FAU-USP voltada à conservação preventiva, com o objetivo de antever problemas e evitar intervenções invasivas e caras. Projetos anteriores, financiados pela Fundação Getty, já influenciaram obras pontuais de impermeabilização e acessibilidade no prédio.

Kuhl ressalta ainda o desafio de transformar a cultura de manutenção do patrimônio público, destacando que o uso de dados de monitoramento contínuo pode orientar intervenções menos invasivas. A experiência brasileira pode se beneficiar de referências internacionais, como políticas de conservação sistemática em museus nacionais.

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