- O psyllium é uma fibra de origem indiana que ganhou popularidade como potencial auxiliar de perda de peso, mas não é um medicamento.
- Quando hidratado, o psyllium forma um gel viscoso que atrasa a digestão e a absorção de nutrientes, o que pode aumentar a saciedade.
- Estudos revisados indicam que a fibra é predominantemente solúvel e não é digerível nem fermentada pelo organismo.
- O uso do termo “Mounjaro de pobre” é financeiro, já que o medicamento de referência custa cerca de R$ 1 mil, enquanto o psyllium é vendido pela internet entre R$ 30 e R$ 100.
- Ainda assim, recomenda-se usar o psyllium dentro de uma dieta orientada por profissional de nutrição; uso inadequado pode ter efeitos indesejados.
O psyllium é uma fibra em pó de origem indiana que ganhou disseminação recente na internet como possível auxiliar de perda de peso. O rótulo de “Mounjaro de pobre” circula para associar a fibra a um medicamento caro, o que não procede. A notícia esclarece o que há de real e o que é mito.
Estudos apontam que o psyllium é principalmente solúvel e, quando hidratado, forma um gel viscoso que não é digerido nem fermentado. Esse gel aumenta a viscosidade do quimo no intestino delgado e pode retardar a absorção de nutrientes. O efeito pode induzir maior saciedade se consumido antes das refeições.
O que a ciência diz
A revisão da Wolters Kluwer Health mostra que o principal benefício da fibra está na sensação de estufamento, não em ação medicamentosa. Embora possa ajudar na saciedade, não há evidência robusta de que o psyllium substitua tratamentos farmacológicos.
Mito do remédio barato
Não há relação direta entre o psyllium e remédios. Enquanto uma medicação para emagrecimento pode custar cerca de R$ 1 mil, a fibra é vendida online por valores entre R$ 30 e R$ 100, dependendo do estado. O uso deve seguir orientação de um profissional de nutrição.
Entre na conversa da comunidade