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Brasil desafia o tanque americano mais letal, mas projeto não avançou por EUA

Apesar de ter superado rivais em testes, o EE-T1 Osório não foi comprado pela Arábia Saudita e levou à falência da Engesa

Imagens | Museu Militar Conde de Linhares, Wikimedia
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  • No início dos anos oitenta, a Arábia Saudita buscava modernizar sua força de tanques com uma competição internacional.
  • A Engesa desenvolveu sozinha o EE-T1 Osório, um tanque de batalha principal (MBT) de origem brasileira.
  • O Osório surpreendeu em testes, chegando a superar tanques ocidentais em diversas avaliações.
  • A Arábia Saudita escolheu o M1 Abrams, deixando o Osório sem compra e sem escala comercial.
  • A desistência levou à falência da empresa e o projeto não saiu do estágio de protótipo.

O EE-T1 Osório foi um tanque de batalha principal desenvolvido pela Engesa no Brasil. Na virada da Guerra Fria, no início dos anos 1980, a Arábia Saudita abriu concurso para modernizar sua frota com um novo MBT. O objetivo era avaliar propostas de vários países.

A Engesa apresentou pela primeira vez um MBT brasileiro, fabricando o veículo do zero. O Osório mostrou desempenho tecnológico superior em testes, chegando a superar tanques europeus e americanos em várias avaliações, segundo informações disponíveis na época.

Desempenho e desfecho do projeto

O projeto, que chegou a ser favorito para o exército saudita, não foi adiante. A Arábia Saudita escolheu o M1 Abrams, o que levou à falência da Engesa. O Osório permaneceu apenas na fase de protótipo, sem fabricação em série.

Dados técnicos e contexto

O Osório tinha dimensões semelhantes às de Leopard e M1 Abrams, com mais de 10 metros de comprimento na versão mais capaz. A blindagem era um conjunto bimetálico desenvolvido pela Engesa, combinando aço, alumínio, cerâmica e fibras de carbono, para reduzir vulnerabilidade de impactos.

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