- Estudo publicado no Critical Reviews in Food Science and Nutrition aponta que manter ingestão adequada de proteína é mais importante que apenas aumentar o consumo para emagrecer, ajudando a preservar a massa muscular.
- A pesquisa, conduzida por 20 especialistas, resulta de um workshop da Escola de Saúde Pública da Universidade de Indiana e avalia 11 proposições sobre proteínas na dieta.
- Há evidência de que dietas com pouca proteína, em relação a gorduras e carboidratos, levam a maior consumo total de calorias, o que pode contribuir para a obesidade.
- Não foi encontrado um limite claro acima do qual a proteína seja prejudicial; ingestões de até 1,5 g/kg/dia ou 20% da energia não mostraram danos aos rins em adultos saudáveis.
- Manter proteína acima da mínima de 0,8 g/kg/dia ajuda a preservar massa durante restrição calórica, e a qualidade da proteína (DIAAS) também importa para o efeito sobre o corpo.
Durante a perda de peso, manter a ingestão de proteína pode ser mais importante do que simplesmente aumentá-la. A afirmação é parte de estudo publicado no Critical Reviews in Food Science and Nutrition.
Conduzido por 20 especialistas internacionais, o trabalho resume as conclusões de um workshop científico realizado em fevereiro de 2025 pela Escola de Saúde Pública da Universidade de Indiana, nos EUA. O objetivo foi revisar 11 proposições sobre proteínas na dieta.
Entre os achados, há evidência forte de que dietas com pouca proteína, em comparação com gorduras e carboidratos, elevam o consumo total de calorias, o que pode favorecer a obesidade. O impacto da proteína na saciedade não está plenamente definido.
Os autores destacam que distribuir proteínas ao longo das refeições, especialmente aumentar no café da manhã, pode apoiar o ganho de massa muscular durante restrição calórica. Não houve indicação de limites prejudiciais acima da dose diária recomendada.
A ingestão elevada de proteínas não mostrou efeitos adversos comprovados em rins saudáveis, mesmo em faixas de até 1,5 g/kg/dia ou 20% da energia diária. As diretrizes podem subestimar necessidades fisiológicas em alguns grupos, como idosos.
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