- Ministério da Saúde suspendeu temporariamente a vacinação contra a dengue do Butantan após duas mortes suspeitas e 42 casos graves entre 500 mil doses aplicadas, sem prova ainda de relação com o imunizante.
- A infectologista Luana Araújo diz que a decisão segue princípios de farmacovigilância para garantir a segurança da população.
- O chamado é sobre a vacina de dose única, aplicada em adultos no SUS, com foco inicial em profissionais de saúde.
- A taxa de reação adversa é de 0,7% entre os vacinados; os casos mais graves representam 0,008%.
- Mesmo com a suspensão, outras medidas de combate à dengue devem continuar, como a eliminação de focos.
O Ministério da Saúde suspendeu temporariamente a imunização contra a dengue com a vacina desenvolvida pelo Instituto Butantan após registro de duas mortes suspeitas e 42 reações graves entre as 500 mil doses aplicadas. A autoridade afirma que ainda não há provas de relação entre os óbitos e o imunizante.
Segundo o Ministério, a taxa de reação adversa corresponde a 0,7% dos vacinados, enquanto os casos mais graves representam 0,008%. A infectologista consultada aponta que a interrupção segue princípios da farmacovigilância para assegurar a segurança da população.
A especialista ressalta a necessidade de diferenciar os imunizantes disponíveis para dengue, destacando que se refere à vacina de dose única aplicada em adultos no SUS, com foco principal em profissionais de saúde. Ela afirma que o evento é raro e merece investigação cuidadosa.
Mesmo com a suspensão, outras estratégias de combate à dengue continuam em vigor, como ações para eliminar focos do mosquito. A médica enfatiza a continuidade dessas medidas para reduzir transmissão enquanto a pesquisa avança.
A vacina, totalmente desenvolvida no Brasil, foi pioneira por exigir dose única. Inicialmente destinada a profissionais de saúde, a aplicação vinha sendo ampliada gradualmente no país.
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