- O ACT-CHIK, liderado pelo Instituto Pasteur, vai testar a MV-CHIK, vacina contra chikungunya, em quatro países africanos e buscar transferência de tecnologia para produção local.
- O projeto recebeu dezenove milhões de euros? Wait. Need correct: 15,3 milhões de euros. Mantém: 15,3 milhões de euros (cerca de R$ 91,8 milhões) do Global Health EDCTP3, ligado à União Europeia, para quatro anos.
- O ensaio clínico de fase Ib/III vai recrutar 940 participantes, com idade entre 5 e 55 anos, incluindo adultos, adolescentes de 12 a 17 anos e crianças, de áreas endêmicas e não endêmicas.
- Além dos estudos, há plano de produção: transferência de tecnologia para o Instituto Pasteur de Dakar, Senegal; Fiocruz, no Brasil, auxiliará na preparação de materiais e na produção durante a transferência tecnológica.
- O consórcio envolve sete instituições de França, Ruanda, Senegal, Brasil, Nigéria, Quênia e Coreia do Sul, com duração de maio de 2026 a abril de 2030, buscando ampliar capacidades de pesquisa, regulamentação e fabricação na África.
Um consórcio internacional liderado pelo Instituto Pasteur, da França, lançou o projeto ACT-CHIK, para acelerar testes clínicos de uma vacina contra a chikungunya na África. O plano tem duração de quatro anos e envolve pesquisas em quatro países do continente. A iniciativa também prevê transferência de tecnologia para produção local.
O principal objetivo é avançar a MV-CHIK, vacina baseada no vírus do sarampo desenvolvido pelo Instituto Pasteur. Serão realizados ensaios de fase Ib/III em Ruanda, Quênia, Nigéria e Senegal, com foco em dados de segurança, tolerabilidade e resposta imune.
O financiamento soma 15,3 milhões de euros, provenientes do programa Global Health EDCTP3, ligado à União Europeia. O recursos financiam tanto os ensaios clínicos quanto a preparação de produção local na África.
Participantes e locais da pesquisa
A MV-CHIK foi testada previamente em Europa, EUA e Porto Rico, com cerca de 600 voluntários. O ACT-CHIK amplia a fase clínica para 940 participantes entre 18 e 55 anos, adolescentes de 12 a 17 e crianças de 5 a 11, de áreas endêmicas e não endêmicas.
A ideia é ampliar a amplitudes de dados em populações africanas, incluindo faixas etárias mais novas. Os voluntários virão de regiões com diferentes níveis de transmissão da chikungunya.
Produção e capacidades locais
Além dos estudos, o projeto prevê a transferência tecnológica para o Instituto Pasteur de Dakar, no Senegal, o único fabricante de vacinas com pré-qualificação da OMS no continente. A Fiocruz, no Brasil, apoiará com a preparação de materiais e know-how de fabricação.
O objetivo estratégico é fortalecer a pesquisa clínica, a regulamentação e a fabricação de imunizantes na África. A meta é contribuir para a autossuficiência de vacinas locais até 2040, conforme o plano da União Africana.
Contexto e avaliação
Segundo comunicados oficiais, a chikungunya causa febre alta, dor nas articulações e erupções, com quadros que podem persistir por meses. A doença tem tido aumento de casos na África, impulsionado por mudanças climáticas e expansão dos mosquitos Aedes.
Sotiris Missailidis, coordenador do ACT-CHIK, enfatiza a importância de gerar dados clínicos em populações que mais precisam da vacina. A iniciativa visa consolidar capacidades de pesquisa e preparo para futuras epidemias.
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