- Rã-touro (Lithobates catesbeianus) é espécie exótica em Florianópolis, com registro oficial em outubro de 2025 no bairro Ratones, destacando-se como invasora de alto risco.
- A espécie tem grande capacidade de adaptação, reprodução e sobrevivência, alimentando-se de peixes, anfíbios, répteis, mamíferos e outros animais.
- Seu porte grande facilita competição por recursos e ocupação de habitats locais; pode transmitir doenças que afetam fauna silvestre.
- Até março de 2026, 11 exemplares foram capturados entre novembro de 2025 e março de 2026 e encaminhados para exames laboratoriais.
- Autoridades de Florianópolis e a Floram mantêm estratégia de detecção precoce e resposta rápida, com monitoramento e parceria com a comunidade.
A rã-touro exótica, Aquarana catesbeiana, foi registrada pela primeira vez em Florianópolis, no bairro Ratones, em outubro de 2025. O animal é considerado invasor de alto risco, com potencial de impactar ecossistemas locais. Equipes de monitoramento seguem acompanhando o caso.
A espécie, originária da América do Norte, chegou ao Brasil na década de 1930 para abastecer criadouros de carne. Desde então, tem se espalhado por habitats naturais em várias regiões, inclusive Santa Catarina, onde figura na lista de fauna exótica invasora.
Pesquisadores ressaltam que a rã-touro pode atingir mais de 20 cm e comer peixe, anfíbio, répteis e mamíferos pequenos. O tamanho facilita competição por recursos e ocupação de habitats usados pela fauna nativa, elevando o risco ecológico.
Origem e situação atual
Em Ratones, a presença foi identificada por meio de ações de campo entre novembro de 2025 e março de 2026. Até o momento, 11 exemplares foram capturados e encaminhados para exames laboratoriais, incluindo detecção de possíveis patógenos.
Fábio Henrique Machado, presidente da Floram, enfatiza a estratégia de detecção precoce e resposta rápida. O objetivo é mapear ocorrência, entender impactos e orientar decisões em parceria com instituições e comunidade.
Riscos e medidas de gestão
A rã-touro é uma das maiores espécies de anfíbios, com alimentação muito variada e capacidade de deslocamento eficiente. O tamanho favorece a predação de espécies nativas e a competição por alimento e abrigo.
Pesquisadores destacam também a ameaça de disseminação de doenças que afetam anfíbios, peixes e répteis. O monitoramento contínuo busca reduzir impactos e orientar ações de manejo ambiental na região.
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