Em Alta Copa do Mundo NotíciasAcontecimentos internacionaisPessoasPolíticaConflitos

Converse com o Telinha

Telinha
Oi! Posso responder perguntas apenas com base nesta matéria. O que você quer saber?

Pílula com anti-hipertensivos reduz novos derrames após AVC hemorrágico

Polipílula tripla reduz recidiva de AVC hemorrágico; adesão de 86% e queda de 7,4% para 4,6% em dois anos e meio, com a Unesp Botucatu entre os centros participantes

Photo
0:00
Carregando...
0:00
  • Um ensaio internacional avaliou uma polipílula contendo três anti-hipertensivos em dose baixa para prevenir novos derrames em pacientes que tiveram AVC hemorrágico: telmisartana 20 mg, anlodipino 2,5 mg e indapamida 1,25 mg, em adição ao tratamento padrão. Participaram 1.670 pacientes em 61 centros de pesquisa de 12 países, incluindo a Faculdade de Medicina da Unesp, em Botucatu, que recrutou 18 pessoas.
  • O estudo durou cinco anos, com acompanhamento presencial e remoto; a adesão foi de 86%.
  • Ao final, a pressão arterial média foi de 127 mmHg no grupo que recebeu a polipílula e 138 mmHg no grupo placebo.
  • Dois anos e meio após o início, houve 4,6% de novos AVCs no grupo da polipílula (38 pacientes) versus 7,4% no grupo placebo (62 pacientes); eventos cardiovasculares maiores chegaram a 6,6% e 9,8%, respectivamente.
  • Os resultados foram publicados no The New England Journal of Medicine. A Unesp, por meio da Unidade de Pesquisa Clínica da Faculdade de Medicina, participou do recrutamento e do acompanhamento, com apoio logístico da Upeclin.

A pesquisa Trident avaliou se uma polipílula com três anti-hipertensivos, já conhecida, reduz a recorrência de eventos cerebrovasculares em pacientes que tiveram AVC hemorrágico. O estudo multicêntrico, randomizado e duplo-cego envolveu 61 centros em 12 países, com 1.670 pacientes estáveis após o AVC.

Dentre os participantes, 833 ficaram com a polipílula tripla e 837 receberam placebo, em contraste ao tratamento padrão. O acompanhamento ocorreu ao longo de cinco anos, com visitas presenciais e contatos remotos para monitoramento.

O ensaio contou com a Faculdade de Medicina da Unesp, em Botucatu, entre os centros participantes, apoiando o recrutamento de 18 pacientes. A Upeclin realizou a aplicação do protocolo e o monitoramento dos voluntários.

A polipílula combinava telmisartana 20 mg, anlodipino 2,5 mg e indapamida 1,25 mg, administrada em complemento ao tratamento habitual. Critérios incluíam pressão arterial estável entre 130 e 160 mmHg em repouso.

Ao final do período, a pressão média foi 127 mmHg no grupo com a polipílula, versus 138 mmHg no grupo controle. A ocorrência de novos AVCs foi de 4,6% versus 7,4%, respectivamente.

Também houve redução de eventos cardiovasculares relevantes: 6,6% no grupo com a polipílula frente a 9,8% no grupo placebo. A adesão ao regime de uma cápsula diária atingiu 86% ao longo dos cinco anos.

Os resultados mostraram maior eficácia quando a pressão foi controlada para níveis abaixo de 130-90 mmHg, associando menor risco de recorrência de AVC. O estudo foi publicado no New England Journal of Medicine.

O financiamento inclui o Conselho Nacional de Saúde e Pesquisa Médica da Austrália, além do Ministério da Saúde do Brasil, por meio do Programa de Apoio ao Desenvolvimento Institucional do SUS. A George Medicines forneceu o comprimido triplo e o placebo correspondente.

A Unesp enfatiza que o estudo demonstra potencial de adesão facilitada pela simplificação terapêutica, com impacto na qualidade de vida de pacientes com AVC hemorrágico. A experiência em Botucatu reforça a viabilidade de ensaios clínicos dessa natureza.

Comentários 0

Entre na conversa da comunidade

Os comentários não representam a opinião do Portal Tela; a responsabilidade é do autor da mensagem. Conecte-se para comentar

Veja Mais