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St George avança em testes para produzir nióbio e terras raras em MG

Araxá avança: testes indicam viabilidade de produzir nióbio e terras raras a partir de rejeitos, com até 54,3% de recuperação do nióbio e 15,7% de terras raras

Imagem mostra área de projeto da St George em Araxá (MG)
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  • A St George avança em testes para produzir nióbio e terras raras no projeto Araxá, em Minas Gerais, com minério próximo à superfície apto a gerar concentrados dos dois minerais.
  • Um concentrado chegou a teor de até 40,2% de óxido de nióbio; em outro teste houve 39,6% com recuperação de 54,3% do nióbio presente no minério.
  • Os resultados indicam possibilidade de recuperar terras raras durante o processamento do nióbio, com uma corrente concentrada de 15,7% de óxidos totais de terras raras, a partir de rejeitos da flotação.
  • Os resultados são preliminares e o experimento ocorreu em circuito aberto; novos tests visam aumentar teores e taxas de recuperação e avaliar a produção de ferronióbio.
  • O projeto Araxá tem recursos estimados em 70,91 milhões de toneladas; estudos são realizados pelo CIT-SENAI em Belo Horizonte, com planta-piloto prevista para julho e estrutura maior até o fim de 2026.

A mineradora australiana St George Mining avançou nos estudos para produzir nióbio e terras raras no projeto Araxá, em Minas Gerais. Testes iniciais mostraram que o minério próximo à superfície pode gerar concentrados separados de nióbio e terras raras. Os resultados são preliminares e ocorrem em circuito aberto.

O principal ganho foi a produção de concentrado com teor de até 40,2% de óxido de nióbio. Em outro teste, houve teor de 39,6% com recuperação de 54,3% do nióbio presente no minério. Os dados foram obtidos por meio de testes metalúrgicos.

Além do nióbio, houve indícios de recuperação de terras raras durante o processamento. Um concentrado com 15,7% de óxidos totais de terras raras foi produzido a partir dos rejeitos da flotação do nióbio. O resultado sustenta a estratégia de explorar dois produtos a partir do mesmo minério.

Avanços e próximos passos

Os testes costumam ser comparáveis a operações comerciais com mineralizações semelhantes, na faixa de 40% a 60% de recuperação. A St George destaca que a implementação comercial pode depender de etapas adicionais de engenharia e economia.

O estudo foi realizado pelo CIT-SENAI, em Belo Horizonte, com cerca de cinco toneladas de minério de superfície. A amostra apresentou 0,69% de óxido de nióbio e 9,29% de óxidos totais de terras raras.

Em julho, o CIT-SENAI executará um estudo de um mês em planta-piloto para testar a flotação do nióbio. Uma unidade maior, com capacidade de até 300 kg por hora, deve entrar em operação até o fim de 2026.

O Araxá está localizado ao lado das operações da CBMM, maior produtora mundial de nióbio. O projeto possui recursos estimados em 70,91 milhões de toneladas, com teor médio de 4,06% de óxidos totais de terras raras e 0,62% de óxido de nióbio.

A St George ainda precisa concluir estudos metalúrgicos, econômicos e de engenharia antes de decidir sobre a construção da mina. A empresa avalia o potencial econômico de produzir dois produtos comerciais a partir do mesmo minério.

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