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Ingrediente oculto em ultraprocessados altera a absorção de nutrientes

Emulsificantes em ultraprocessados podem alterar a microbiota intestinal e a absorção de vitaminas, afetando a barreira do intestino

Aditivos de alimentos industrializados podem prejudicar seu intestino. (Foto: Fala Ciência via Gemini)
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  • Emulsificantes como carboximetilcelulose (CMC) e polissorbato 80 (P80), comuns em ultraprocessados, podem alterar a microbiota intestinal e a barreira de proteção do intestino.
  • Estudos publicados em janeiro de 2025 na revista Food and Chemical Toxicology e em junho de 2025 na Communications Biology indicaram que esses aditivos modificam a composição microbiana e afetam a integridade da mucosa intestinal, além de influenciar a biodisponibilidade de vitaminas.
  • A permeabilidade da barreira intestinal é essencial para a entrada de nutrientes e a proteção contra substâncias prejudiciais; alterações podem impactar a absorção de nutrientes.
  • A influência na absorção de vitaminas varia conforme o emulsificante e a dose; não significa necessariamente deficiência, mas mostra que a qualidade da alimentação importa para a saúde intestinal.
  • A recomendação prática é priorizar alimentos minimamente processados para reduzir a exposição a esses aditivos e manter um consumo equilibrado de nutrientes.

O que acontece: emulsificantes presentes em alimentos ultraprocessados podem alterar a microbiota intestinal e a barreira de proteção do intestino, potencialmente influenciando a absorção de nutrientes, incluindo vitaminas. Pesquisas recentes indicam mudanças na composição microbiana e na integridade da mucosa.

Quem está envolvido: estudos liderados por Alicia Bellanco e Ángela Bravo-Núñez investigaram os efeitos da carboximetilcelulose (CMC) e do polissorbato 80 (P80) em modelos de microbiota humana e na biodisponibilidade da vitamina D. Os trabalhos destacam variações conforme emulsificante e dose.

Quando e onde: estudo publicado em janeiro de 2025 na revista Food and Chemical Toxicology. Outro estudo, apresentado em junho de 2025, na Communications Biology. Ambos analisaram impactos no intestino e na absorção de nutrientes.

Por que isso importa: a barreira intestinal atua como filtro seletivo, com muco e junções estreitas que mantêm células unidas. Em modelos, emulsificantes mostraram interferir nessa proteção, o que pode afetar a disponibilidade de vitaminas do complexo B e vitamina K, entre outros nutrientes.

O que os estudos mostraram

  • Emulsificantes podem modificar a microbiota e a integridade da barreira epitelial, com efeitos dependentes de substância e concentração.
  • A biodisponibilidade da vitamina D também pode ser influenciada pela escolha do emulsificante, segundo a pesquisa publicada em 2025.

Como isso se traduz para o dia a dia

  • A recomendação continua sendo priorizar alimentos minimamente processados: frutas, verduras, leguminosas, grãos integrais e proteínas pouco processadas.
  • Reduzir ultraprocessados pode diminuir a exposição a aditivos que afetem o intestino, conforme as evidências em evolução.

Notas sobre linguagem e fontes

  • O conteúdo resume estudos científicos sem extrapolar para conclusões definitivas sobre deficiências nutricionais.
  • Credita-se as fontes às revistas mencionadas e aos autores, sem divulgar contatos de portais externos.

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