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Pesquisa brasileira analisa efeito anti-inflamatório da creatina

Pesquisa brasileira conclui que creatina não reduz biomarcadores inflamatórios em humanos; efeitos são inconsistentes entre populações, apesar de ganhos de força no treino

Creatina: suplemento é um dos mais estudados (Daniel Megias / 500px/Getty Images)
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  • Pesquisadores da Unesp avaliaram estudos sobre creatina e inflamação em humanos e concluíram que não há evidência de que a suplementação reduza biomarcadores inflamatórios.
  • A revisão cruzou pesquisas sobre estresse do exercício e inflamação relacionada ao envelhecimento, partindo de 789 ensaios e selecionando oito para a análise final.
  • Os biomarcadores observados incluíram proteína C-reativa e interleucina-6, cujos resultados foram considerados inconsistentes entre os estudos.
  • A dose diária de cinco gramas mostrou ser segura; em protocolos com até vinte e um gramas diários ao longo de cinco dias, não houve relatos de eventos adversos.
  • Embora a creatina possa melhorar desempenho quando usada com treino de resistência, os efeitos anti-inflamatórios não se repetem de forma confiável entre populações; recomenda-se alimentação saudável, prática regular de atividade física e orientação profissional.

Um estudo conduzido por pesquisadores da Universidade Estadual Paulista (Unesp) avaliou criticamente a literatura sobre creatina para verificar possível efeito anti-inflamatório em humanos. A análise cruzou estudos publicados, com foco em biomarcadores como PCR e interleucina-6.

A pesquisa revisou 789 ensaios e selecionou oito que passaram pelo crivo de pares e envolveram apenas humanos. O objetivo foi verificar impactos do suplemento no estresse induzido pelo exercício e na inflamação associada ao envelhecimento.

O trabalho, apoiado pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp), não identificou evidência consistente de redução de biomarcadores inflamatórios com a suplementação. Os resultados foram divulgados no periódico Frontiers in Immunology.

Metodologia e amostra

Os autores analisaram diferentes doses e durações, incluindo indivíduos saudáveis e atletas. Dois revisores independentes validaram as conclusões em todas as variantes da suplementação.

Conclusões e implicações

Embora a creatina tenha mostrado benefícios em desempenho quando associada ao treinamento de resistência, os efeitos anti-inflamatórios não se replicaram de forma consistente entre grupos. A recomendação geral permanece: alimentação equilibrada, atividade física regular e avaliação profissional antes do uso.

Contexto de uso

Os autores destacam que a creatina não é uma solução universal. Melhorias de força e massa magra podem ocorrer em várias populações, com dose segura de 5 g/d em muitos protocolos. Pesquisas futuras podem esclarecer contextos específicos.

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