- A Pró-Reitoria de Pesquisa e Inovação (PRPI) da USP quer aproximar a ciência das demandas sociais, com foco em governança, capilaridade institucional e diálogo com políticas públicas.
- A gestão prevê melhorias na infraestrutura de laboratórios, desburocratização de processos e uso de inteligência artificial e ciência de dados nos escritórios de apoio à pesquisa.
- A ideia é evitar o isolamento de pesquisadores, promovendo reuniões frequentes com atores de pesquisa, inovação e agentes externos, além de ações junto a frentes parlamentares e secretarias de estado.
- A cultura de empreendedorismo na universidade deve ser fortalecida para traduzir o conhecimento em soluções e soberania tecnológica, com fluxos administrativos mais ágeis e programas de capacitação e mentoria.
- A promoção da ciência translacional busca transformar descobertas básicas em aplicações práticas que beneficiem a sociedade, conectando o trabalho de bancada ao cotidiano do cidadão.
Em entrevista ao boletim Por Dentro da USP, a pró-reitora de Pesquisa e Inovação (PRPI) da USP, Maria Helena Paulucci Marziale, apresenta os objetivos da gestão e as estratégias para aproximar ciência e demandas sociais. A conversa foi divulgada pela Rádio USP, dando continuidade à série com dirigentes da universidade.
Entre as diretrizes, estão o aprimoramento da infraestrutura de laboratórios, a desburocratização de processos e a transposição do conhecimento para o cotidiano da população. O foco é manter a infraestrutura atualizada e reduzir a obsolescência dos equipamentos, sem perder a qualidade operacional.
A pró-reitora destacou a importância de romper a fragmentação da comunicação interna e externa. A meta é ampliar a interlocução com centros de decisão política, sociedade civil e agentes externos, fortalecendo a participação da USP na elaboração de políticas públicas de alto impacto social.
Outro eixo central é a governança e a capilaridade institucional da PRPI. A gestão pretende promover reuniões frequentes com pesquisadores, agentes de inovação e atores externos para ampliar o diálogo com parlamentares e secretarias de Estado, assegurando que a autoridade científica contribua para políticas públicas.
Governança e capilaridade
A proposta inclui ampliar a participação da comunidade científica nas decisões que afetam a sociedade. Com isso, a USP busca tornar a produção científica mais integrada a políticas públicas e à gestão de recursos. A ideia é reduzir distâncias entre laboratórios e centros de decisão.
A gestão também enfatiza a excelência operacional e a soberania tecnológica. A estratégia envolve manter infraestrutura física adequada frente a rápidas mudanças tecnológicas, além de investir em suporte técnico e em redes de colaboração institucional.
Empreendedorismo e ciência translacional
A entrevista aborda a consolidação de uma cultura de empreendedorismo na universidade. O objetivo é transformar conhecimento em soluções práticas, com desburocratização e suporte técnico, incluindo uso de inteligência artificial e ciência de dados nos escritórios de apoio à pesquisa.
Para a pró-reitora, o empreendedorismo não é fim em si, mas mecanismo de translação do conhecimento. Programas de capacitação e mentoria, aliados a fluxos administrativos mais ágeis, visam facilitar a criação de negócios derivados da pesquisa.
A relevância da ciência translacional também é enfatizada. Ao transformar descobertas básicas em aplicações práticas, busca-se que os recursos investidos na pesquisa contribuam de forma concreta para benefícios à população, não apenas para a publicação acadêmica.
Por Dentro da USP é produzido quinzenalmente pela USP para comunicar ações da gestão de interesse público. A edição em curso reforça a conexão entre pesquisa, inovação e políticas públicas.
Apresentação e produção ficam a cargo de Adriana Cruz e Michel Sitnik, com apoio de imprensa da universidade. Contatos oficiais são disponibilizados pela assessoria de imprensa da USP.
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