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Vacina do Butantan contra dengue não está em fase experimental

Vacina do Butantan contra a dengue não é experimental; aprovação pela Anvisa ocorreu em novembro de 2025 e suspensão temporária investiga reações adversas em 500 mil vacinados (0,008%)

Vacina do Butantan contra a dengue não está em fase ‘experimental’, diferente do que diz vídeo
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  • A vacina Butantan-DV contra a dengue não está em fase experimental; ela cumpriu os estágios de desenvolvimento e foi aprovada pela Anvisa em novembro de 2025.
  • Após a vacinação de cerca de 500 mil pessoas, os supostos eventos graves notificados representam 0,008% do total.
  • A suspensão temporária da vacinação é para apurar possíveis reações adversas, sob investigação, sem indicar insegurança geral do imunizante.
  • Especialistas lembram que, em vacinação em massa, surgem relatos de eventos raros que precisam ser avaliados para confirmar relação com a vacina.
  • Há continuidade da oferta da vacina contra dengue Qdenga, da Takeda, para crianças de 10 a 14 anos, no SUS.

O Instituto Butantan esclareceu que a vacina contra a dengue não está em fase experimental. O imunizante Butantan-DV recebeu aprovação da Anvisa em novembro de 2025 após cumprir as etapas de desenvolvimento previstas. A suspensão temporária recente visa apurar possíveis reações adversas que tenham sido observadas.

O anúncio de suspensão partiu de autoridades de saúde brasileiras para investigar relatos de eventos adversos graves após a imunização. A medida, segundo técnicos, é de precaução e não significa confirmação de risco elevado. Até o momento, a incompatibilidade entre a ampliação da vacinação e a segurança do produto permanece sob avaliação.

O material enviado ao público descreve que, com a vacinação em larga escala, é possível identificar eventos raros que não aparecem em ensaios clínicos menores. Especialistas ressaltam que isso não implica insegurança geral, mas requer monitoramento rigoroso para compreender associações específicas.

Contexto técnico

Especialistas explicam que, ao ampliar o alcance da vacinação para centenas de milhares de pessoas, podem surgir efeitos adversos que não aparecem em estudos com menor amostra. A gravidade ou frequência desses eventos precisa ser analisada com dados de farmacovigilância. O SUS utiliza um sistema para notificar casos suspeitos no período pós-vacinação.

Médica especialista em imunizações afirma que a vacina do Butantan passou por todas as etapas regulatórias necessárias e que a expressão de que se trata de um experimento não procede. Pesquisadores destacam que os resultados de eficácia e segurança foram positivos durante o licenciamento.

Instrutor de imunologia ressalta que o rótulo de cobaia não é adequado para descrever participantes de estudos clínicos. Segundo ele, a participação voluntária é parte de procedimentos de pesquisa aceitos pela comunidade científica, sem que haja uso depreciativo do termo.

Situação atual e próximos passos

O Ministério da Saúde anunciou a continuidade da investigação e que a suspensão continuará até que haja conclusão sobre a relação causal entre eventuais eventos adversos e a vacinação. A SBIm apoiou a medida de pausa para verificar a segurança e reiterou a importância dos sistemas de farmacovigilância.

Enquanto isso, outra vacina contra a dengue, a Qdenga, desenvolvida pela Takeda, segue disponível no SUS para crianças de 10 a 14 anos. A orientação é manter atualizados os calendários vacinais conforme recomendação dos órgãos de saúde.

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